A greve dos trabalhadores da Volvo, em Curitiba, PR, chegou ao terceiro dia na terça-feira, 12. A decisão pela continuidade foi tomada após reprovação, em votação secreta, da proposta apresentada pela montadora na tarde de segunda-feira, 11, ao Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba em reunião realizada no Ministério Público do Trabalho.
O impasse começou quando a Volvo informou o sindicato, na última semana, que fechará o segundo turno de produção de caminhões e isso acarretará em um excedente de 600 funcionários na unidade.
Segundo nota do sindicato durante a reunião a montadora propôs-se a rever os parâmetros da composição da proposta do acordo salarial, mas não garantiu a manutenção dos empregos na unidade paranaense.
A montadora informou, por meio de porta-voz, que manteve proposta apresentada anteriormente que inclui: adiantamento de R$ 5 mil da participação nos lucros e resultados, PLR, reajuste salarial com base no índice do INPC e garantia de emprego até 31 de dezembro de 2015.
Em votação secreta conduzida pelo sindicato com os trabalhadores sindicalizados – 1,5 mil dos 4 mil trabalhadores da companhia – 77% foram contra a proposta de retorno ao trabalho da Volvo.
Em comunicado o presidente do sindicato, Sérgio Butka, afirmou que “vários pontos da proposta estão colaborando para o impasse” e citou a falta da garantia dos empregos por um período maior, a ausência de lay-off para superar o momento, a PLR baixa e o reajuste salarial sem aumento real.
O porta-voz da montadora afirmou que a empresa foi surpreendida com o formato da votação, que privilegiou cerca de 40% da força de trabalho da unidade.
No Facebook do sindicato alguns trabalhadores da Volvo reclamaram da votação secreta apenas para sindicalizados. Alguns disseram estar insatisfeitos com a impossibilidade de se posicionar sobre o movimento. Na mesma rede social o sindicato alegou que os trabalhadores podem solicitar a ficha de sindicalização aos diretores da entidade.
Uma nova assembleia está agendada para quarta-feira, às 7h. O sindicato afirmou que continua a disposição da fabricante de caminhões e ônibus para buscar alternativas que garantam a manutenção dos empregos. A companhia, por sua vez, afirmou que manterá sua proposta.
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