A General Motors do Brasil interrompeu a produção dos modelos Onix, Prisma e Celta na fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, na terça-feira, 12, devido à paralisação do transporte de veículos 0 KM na unidade por motoristas que atuam para as empresas Tegma e Transzero, as duas principais para este serviço ali.
Em comunicado a montadora afirmou que “após fechar acordo com todas as transportadoras de veículos nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, a GM lamenta a decisão de Tegma e Transzero de paralisar a retirada de carros da fábrica de Gravataí. Neste momento de dificuldades no mercado brasileiro, em que todos precisam unir esforços para superar os desafios e contribuir para a retomada da economia, nosso objetivo comum com todos os parceiros, fornecedores, transportadores e sindicato é manter a unidade operando em três turnos e esta ação unilateral vai forçar a parada da linha de produção”.
Na mesma nota a fabricante acrescento que “reafirma o compromisso de continuar as negociações sobre o custo do frete” e que “espera alcançar um acordo que não comprometa a competitividade dos produtos Chevrolet no mercado brasileiro”.
De acordo com porta-voz da montadora a interrupção da produção prosseguirá enquanto durar a paralisação dos transportadores.
Procurada pela reportagem, a Transzero não contava com executivo para comentar o tema, mas porta-voz assegurou que a paralisação não fora iniciativa da empresa e sim de motoristas autônomos terceirizados.
Já a Tegma enviou no início da noite nota de esclarecimento em que afirma ter sido “surpreendida com o comunicado da GM de que estaria em estado de greve, fato que não ocorreu”. A transportadora afirma que “manteve, até hoje, os procedimentos de carregamento dos veículos da planta de Gravataí, sendo impedida de operar plenamente em virtude do estado de greve do sindicato regional. Daí, não ser verdade que a Tegma paralisou suas operações”.
A interrupção produtiva ocorre ao mesmo tempo em que a montadora negocia com o sindicato dos metalúrgicos local. De acordo com comunicado do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, ocorreu na segunda-feira, 11, reunião com a diretoria de Recursos Humanos da GM. O diretor do SMG, Valcir Ascari, afirmou que os representantes dos trabalhadores foram chamados pela fabricante “para buscar, conjuntamente, uma solução que evite a demissão de funcionários”.
De acordo com o dirigente “o pátio está cheio de carros. Além da fábrica, os veículos estão espalhados nos Autódromos de Tarumã e do Velopark. A empresa cogita encerrar o trabalho de um turno e deixar a fábrica em dois turnos apenas. O Sindicato não aceita isso de jeito nenhum. Queremos negociar com a GM alguma solução para evitar a demissão dos funcionários”.
Ascari considerou na nota, ainda, que “daqui a pouco a economia volta a aquecer, mas o emprego não volta mais. Estamos pensando em uma solução. Queremos que os trabalhadores recebam salários cheios. Buscamos alguma alternativa que não penalize os metalúrgicos”. De acordo com o sindicalista outras reuniões com a fabricante seriam realizadas durante esta semana.
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