Apesar de ter caído em julho comparativamente a junho, o volume de veículos exportados segue com resultado positivo no ano e a receita registra queda menor mês a mês, mantendo-se assim a expectativa de o setor de ao menos repetir em 2015 os US$ 11,5 bilhões do ano passado.
Ao divulgar os dados de exportação na quinta-feira, 6, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, mostrou-se otimista com a perspectiva de crescimento contínuo nessa área, revelando contatos cada vez mais próximos do governo brasileiro com Peru e Colômbia: “Acreditamos que ainda este mês ou no máximo em setembro serão assinados com os dois países acordos bilaterais, com melhorias em relação ao que existe hoje”.

Por esta razão a associação decidiu postergar a revisão das projeções de vendas ao mercado externo neste ano por mais um ou dois meses.
Em julho foram embarcados 28,3 mil veículos, 17,6% a menos do que o total de 34,3 mil do mesmo mês de 2014 e resultado 40,7% inferior ao de junho, quando as exportações chegaram a 47,7 mil unidades. No acumulado, porém, verifica-se crescimento de 10,7%, com exportações de 225,3 mil veículos até julho ante os 203,6 mil dos primeiros sete meses do ano passado.

Em valores as vendas externas atingiram US$ 747 milhões no mês passado, 24,7% a menos do que no mesmo mês de 2014, US$ 992 milhões, e redução de 25,7% em relação a junho, quando o setor exportou perto de US$ 1 bilhão. As variações mês a mês, segundo a Anfavea, são naturais e, por isso, não preocupam. O importante, de acordo com Moan, é que no acumulado do ano a queda da receita com exportação mostra tendência de recuperação:
“Começamos o ano com o comparativo anual indicando 27% de retração no valor exportado e agora esse índice está em 10%. Nos primeiros sete meses atingimos quase US$ 6,3 bilhões ante US$ 7 bilhões no mesmo período de 2014, mas acreditamos em crescimento até dezembro e, por isso, mantemos nossa meta de equiparar a receita das exportações deste ano com as de 2014”.
O crescimento em volume em contraste com a queda em receita deve-se basicamente ao mix de produtos importados. Enquanto os embarques de automóveis crescem 10,7% no ano, os de máquinas agrícolas caem 21,3% – 6,2 mil unidades este ano contra quase 7,9 mil nos primeiros sete meses de 2014. “São produtos de maior valor agregado e preço unitário maior, o que acaba gerando a queda do faturamento do setor com exportações”, explica o presidente da Anfavea.

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