AutoData - Iveco Bus consolida negócio com aumento das vendas
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09/10/2015

Iveco Bus consolida negócio com aumento das vendas

A Iveco Bus, unidade de ônibus da fabricante de Sete Lagoas, MG, completou um ano de operação no País – a empresa oficializou a estreia da marca na FetransRio 2014 com o lançamento do chassi 170S28. Pelo desempenho do período a empresa dá como certo a consolidação do negócio. De acordo com as estatísticas da Anfavea, somente no primeiro semestre do ano as vendas da empresa cresceram 106,5%. Foram 795 unidades negociadas nos primeiros seis meses contra 385 de um ano antes.

“Com a marca Iveco Bus estabelecida no fim de 2014, criamos uma nova estrutura de negócio para cuidar da operação”, conta Humberto Spinetti, diretor de negócios da Iveco Bus para a América Latina. “Entendemos que o negócio de ônibus é diferente do de caminhões, com outras demandas e necessidades.”

Pelas contas da fabricante, a participação da Iveco Bus no primeiro semestre foi de 7,3% na categoria denominada M3, faixa que reúne os chassis acima de 5 toneladas, em mercado de 9,6 mil unidades em queda de 27% a 28%. No mesmo período do ano passado a empresa tinha fatia de 2,7%. Na categoria M2, onde estão classificados os veículos de passageiros de 4,1 toneladas até toneladas, a empresa se mantém com 11,7% em um mercado por volta de 1,8 mil unidades no primeiro semestre do ano.

Segundo Spinetti, os modelos Daily Minibus e Iveco Cityclass já gozavam de boa aceitação do mercado e o 170S28 chegou para complementar a linha com produto especialmente desenvolvido para atender às necessidades e às características do mercado nacional, o que ele atribui como um dos “pilares para o sucesso do negócio.”

Com a nova estrutura, Iveco Bus passou a tratar o negócio pela segmentação do transporte de passageiros. “Dessa maneira, podemos oferecer o produto de acordo com a aplicação e entregar vantagens ao nosso cliente”, observa Gustavo Serizana, gerente de marketing do produto. “Os veículos, por exemplo, podem ser encarroçados de fábrica, o que facilita o financiamento. O cliente que preferir fazer fora tem toda liberdade para isso.”

A partir desse novo modelo, a Iveco Bus aproveitou para ampliar a sua oferta. O City Class, por exemplo, modelo que acumula mais de 6 mil unidades vendidas, especialmente para o programa Caminhos da Escola, passou também a ser oferecido no varejo e, agora, também em versão chassi, denominada 170C17. “É um mercado muito customizado e precisávamos entregar outra opção”, justifica Serizana e adianta: “Em breve também estenderemos parceria com novo encarroçador, além da que temos com a Neobus.”

Do total vendido pela Iveco Bus no primeiro semestre, 135 unidades são do chassi 170S28. Disponível nas versões urbana e fretamento com capacidade para 17 toneladas, a maior fatia do mercado nacional de ônibus, o modelo tem como ponto forte o baixo consumo de combustível e a robustez, conforme aponta o gerente de marketing: “O equipamento foi preparado para atender demandas severas de transporte de passageiros e para entregar lucratividade em todas as etapas da operação.”

Segundo a fabricante, o 170S28 tem surpreendido o mercado. De acordo com Daniel Moreira, coordenador do pós-venda, o veículo vem mostrando resultados de consumo melhores que a concorrência tanto em modelos de 6 cilindros quanto de 4 cilindros.

“Baseados nas planilhas dos clientes, a redução de consumo, em média, é 5%, além de oferecer maior disponibilidade de uso. Ao longo de 500 mil quilômetros rodados, o chassi Iveco é o que precisa de menos paradas preventivas, 12% em ciclos urbanos e 18% nas aplicações de fretamento.”

Motor – Os argumentos de menor consumo e maior resistência, conforme garante a Iveco Bus, são resultados do desenvolvimento do produto em parceira com a FPT Powertrain, a fabricante de motores do grupo. O motor N67 foi especialmente projetado para a aplicação em ônibus e demandou investimento de R$ 2,5 milhões.

O bloco de 6 cilindros com 280 cv e 950 Nm a 1 250 rpm, o mais potente da categoria, segundo a montadora, foi desenvolvido a partir do conceito chamado downspeeding. Em resumo significa que as mais de 7 mil horas de testes e outras 400 horas em bancada utilizadas no desenvolvimento foram para fazer com que o motor trabalhe em baixas rotações sem perder o desempenho.

“Desenvolvemos o motor para competir no mercado nacional”, revela Maurício Neto, do portfólio application da FPT. “Por isso, além de consumo, tínhamos o objetivo de entregar um motor elástico para trabalhar com folga em qualquer condição.”


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