A curva descendente do mercado brasileiro de veículos leves apresentará inflexão já no ano que vem. De acordo com projeções de Won-Hong Cho, diretor vice-presidente global da Hyundai Motor, as vendas no País cairão para 2,5 milhões neste ano e chegarão a 2,7 milhões de veículos em 2016.
O retorno ao patamar superior a três milhões de unidades verificado no ano passado, porém, só deverá ocorrer em 2020, quando as vendas baterão as 3,2 milhões de unidades. O executivo apresentou o cenário esperado pela Hyundai na palestra magna do 25º. Congresso Fenabrave, que abriu suas portas na terça-feira, 25, no Expo Center Norte, em São Paulo, Capital.
“Temos certeza de que o crescimento do mercado brasileiro voltará. O potencial é alto, dada a taxa relativamente baixa de veículos per capita do País. A indústria se recuperará já em 2016.”
O chamado segmento B de veículos seguirá dominando as vendas locais, mas perderá espaço para os utilitários esportivos. Cho acredita que, de 60% no ano passado, as vendas de veículos do segmento B cairão para 53% em 2020. No mesmo período os SUVs se apropriarão dessa fatia, pois crescerão de 9% para 16% segundo os cálculos do executivo. O vice-presidente deu a entender que a Hyundai planeja produzir modelos deste segmento por aqui nos próximos anos:
“A Hyundai presta bastante atenção a estas movimentações de mercado”.
O olho no futuro da companhia ultrapassa as fronteiras do mercado local, onde no ano passado alcançou o dobro de vendas de 2012 – de 108 mil para 232 mil unidades. A Hyundai dividiu em quatro segmentos as áreas de desenvolvimento de automóveis: alto volume, premium, verdes e alto desempenho.
Com relação ao último a montadora apresentou na terça-feira, 15, a marca N, dedicada exclusivamente a este tipo de consumidor, amante de esportivos – e que, naturalmente, possui recursos para adquiri-los.
Mas é no segmento de veículos de alto volume que, obviamente, vem o forte das vendas da companhia. Para estes, dentre os quais os HB20 fabricados em Piracicaba, SP, a Hyundai pretende popularizar tecnologias de conforto, segurança e entretenimento, atualmente presentes com maior ênfase nos modelos premium.
“Para o consumidor do século 21 ter um automóvel não é suficiente. Ele quer qualidade, confiabilidade e procura uma marca que ofereça bons produtos. A essência da Hyundai traz essa democratização do conteúdo, de apresentação de valores premium à vida cotidiana das pessoas. Foi assim que ficamos conhecidos no Brasil.”
O executivo afirmou em sua apresentação, ainda, que o grande desafio dos próximos anos é inserir o automóvel no mundo conectado. Citou como exemplo a possibilidade de, por meio de um smartphone, ligar o ar-condicionado do veículo ainda em casa, para nos dias quentes poder pegá-lo na garagem já fresquinho.
“A internet das coisas fará parte do automóvel em um futuro bem próximo.”
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