A Honda do Brasil está finalizando os estudos para a construção de uma segunda usina eólica no País. A informação foi divulgada à Agência AutoData pelo diretor institucional da empresa, Paulo Takeushi.
De acordo com o executivo não necessariamente apenas o Sul do País poderá receber a nova unidade – o primeiro parque eólico da montadora foi inaugurado em Xangri-lá, no Rio Grande do Sul, no fim de 2014, e é o único do gênero da Honda no mundo.
“Há diversas possibilidades, contemplando também a região Nordeste”, revelou Takeushi. Neste cenário, confirmou o executivo à reportagem, o Ceará tem grandes chances: o Estado já possui quase uma dezena de usinas do gênero.
O objetivo da Honda é prover energia limpa – e mais barata – para a unidade de Manaus, AM, onde produz motocicletas: trata-se da maior fábrica deste tipo de veículo do mundo, pelos cálculos da montadora. Este processo será facilitado com a integração da rede elétrica na região ao sistema nacional, algo que deverá estar em pleno funcionamento nas próximas semanas. Até o momento a Honda usa majoritariamente gás para abastecer esta planta.
Os estudos para construção do segundo parque eólico da Honda estão intimamente ligados aos excelentes resultados colhidos em Xangri-lá, desenvolvido para abastecer a planta de Sumaré, no Interior Paulista, onde são produzidos os modelos Civic, City, Fit e HR-V.
Em agosto a unidade bateu seu recorde de geração de energia, com 6 mil 967 MW, superando o marco registrado em maio, de 6 mil 121 MW. Nos dois casos o resultado foi suficiente não só para atender toda a demanda da fábrica de Sumaré como gerou excedente, vendido para o mercado livre.
O parque possui nove turbinas de 3MW cada, somando, portanto, capacidade total instalada de 27MW.
Takeushi credita o sucesso a longa pesquisa prévia realizada pela fabricante. “Estudamos diversas alternativas, dentre elas a hidrelétrica, mas a eólica foi a escolhida por ser a mais limpa.” Com isso a empresa ainda escapou da crise hídrica que assola diversas regiões do País, em particular o Estado de São Paulo.
O executivo reconhece que o investimento neste tipo de iniciativa rende retorno apenas em médio e longo prazo – cerca de 8 anos, por seus cálculos –, mas compensa. Em Xangri-lá o aporte foi de R$ 100 milhões, sendo 75% para a aquisição dos equipamentos: torres vieram da China, pás dos Estados Unidos e demais equipamentos da Dinamarca.
O executivo não revela números, mas o aporte necessário para a construção de uma segunda unidade certamente será no mínimo igual ao aplicado no parque do Rio Grande do Sul.
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