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07/12/2015

International suspende a produção de caminhões em Canoas

Por André Barros

- 07/12/2015

Os caminhões International deixaram de ser produzidos em Canoas, RS, de onde saíam há pouco mais de dois anos. Oficialmente a empresa afirmou ser uma decisão temporária para adequar os níveis de estoque – as linhas voltarão a funcionar assim que a demanda do mercado de caminhões retornar.

Segundo informações do sindicato dos metalúrgicos local, 75 trabalhadores foram demitidos somente na linha de caminhões. Há expectativa de mais demissões no negócio de motores, onde há um contrato em vigor com a General Motors até fevereiro – quando, segundo Cledenir Paim, diretor do sindicato, toda a fábrica será fechada.

“Desde junho fala-se no fim da produção de motores, porque esse contrato com a GM tem prazo para acabar, uma vez que a própria montadora passará a produzir seus motores. A novidade foi o fim da produção de caminhões”, afirmou o sindicalista. “O Centro de Distribuição de Peças será transferido para São Paulo. Os três negócios da Navistar aqui serão fechados”.

Thomas Puschel, diretor de vendas e marketing da MWM Motores, negou o encerramento das operações da fábrica gaúcha. “Canoas não será fechada. Vamos produzir motores até fevereiro e as linhas de caminhões estão temporariamente suspensas para ajustar de estoques. A International Caminhões continua ativa”.

O executivo confirmou as demissões dos trabalhadores e disse que, quando a produção retomar, a companhia estudará quais medidas serão tomadas. “Quando nossos estoques forem consumidos voltaremos com a produção. As operações de vendas e assistência técnica continuarão funcionando nesse período”.

As operações da International em Canoas começaram em junho de 2013, após quinze anos de produção dos modelos na fábrica da Agrale, em Caxias do Sul, RS. As linhas de produção dos caminhões funcionavam no mesmo galpão onde são produzidos os motores MWM.

De janeiro a outubro a International comercializou apenas 58 caminhões no mercado brasileiro, volume 93,8% inferior aos 936 modelos vendidos no mesmo período de 2014. Um contrato de exportação de 51 modelos para o Chile garantiu mais fôlego à fábrica – e segundo Paim, do sindicato, foi justamente um dos modelos deste contrato o último a sair da linha, na terça-feira, 3.


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