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07/05/2016

Vendas à vista são praticamente metade dos negócios

Por Marcos Rozen

- 07/05/2016

Praticamente metade das vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil em março foi fechada à vista, ou 48,6%. Os negócios envolvendo algum tipo de financiamento – exceto consórcios – representaram somente 51,4%, segundo revelou Luiz Moan, presidente da Anfavea, durante apresentação dos resultados da indústria automotiva brasileira do mês e do primeiro trimestre.

Esse índice, de acordo com o dirigente, é o menor da série histórica, iniciada em 2005, e reflete a rigidez dos bancos em fornecer financiamentos. “Só estão sendo liberados para os clientes mais antigos, conhecidos e com bom histórico.”

Os licenciamentos fecharam março com 179,2 mil unidades, baixa de 23,6% ante mesmo mês de 2015 porém alta de 22,1% ante fevereiro. No primeiro trimestre o resultado chegou a 481,3 mil, retração de 28,6% ante as 674,4 do mesmo período do 2015, estimulado por estoques ainda sem aumento do IPI.

O período anualizado, ou de abril de 2015 a março de 2016, indica 2,38 milhões de unidades emplacadas, retração de 29,3% ante intervalo imediatamente anterior, de 3,36 milhões.

Apesar do resultado negativo Moan lembrou que o mercado está em aparente curva de recuperação: em janeiro o resultado comparado com o mesmo período do ano passado foi 39% abaixo, que passou a 31% no bimestre e agora a 28,6% no trimestre.

Os estoques, porém, subiram levemente na comparação com fevereiro ao fechar março em 259 mil unidades, 184,6 mil nas redes e 74,4 mil nas fábricas – há um mês, 246,3 mil ao todo.

Em dias de venda este volume representa na soma geral 43 dias, 31 nas concessionárias e 12 nas montadoras, ante 41, sendo 30 e 11, ao término de fevereiro. “É um nível muito difícil para o segmento”, considerou Moan.


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