AutoData - MAR-I não deve gerar antecipação de vendas de máquinas e equipamentos
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04/07/2016

MAR-I não deve gerar antecipação de vendas de máquinas e equipamentos

Por Michele Loureiro

- 04/07/2016

A obrigatoriedade de comercialização de motores Tier 3 não deve gerar antecipação de compra de máquinas e equipamentos. A avaliação é do presidente da CNH Industrial, Vilmar Fistarol, que palestrou no Seminário Revisão das Perspectivas 2016, promovido na segunda-feira, 13, pela AutoData.

Segundo ele, a nova tecnologia que passa a ser obrigatória a partir de janeiro de 2017 para veículos fora de estrada não deve aquecer o mercado. A partir desta data todos os motores destinados às máquinas agrícolas novas, em produção ou importadas, com potência igual ou maior de 75 kW, deverão atender aos limites da fase MAR-I do Proconve. “Esse movimento foi amplamente visto no segmento de caminhões, quando migramos para a tecnologia Euro 5, mas não deve se repetir no campo.”

Para Fistarol, mesmo com os consumidores sabendo que os modelos podem ficar com valores mais elevados devido às novas motorizações, a ausência de crédito e as incertezas da economia devem atrapalhar o movimento de antecipação de compra.

“Estamos perdendo muitas oportunidades por conta da situação econômica. Também não vimos as vendas aumentarem para as obras das Olimpíadas. É uma pena para o País”, afirmou.

O executivo mostrou-se cauteloso em relação ao futuro do mercado de máquinas e equipamentos do Brasil. “O cenário de 2016 não pode continuar. Não sabemos quanto tempo vamos levar para retomar os patamares do início da década, mas é fato que já chegamos ao fundo do poço”, disse. “Devemos começar a ver melhoras tímidas em 2017”.

Segundo ele, a chegada do novo governo sinaliza mudanças importantes para a indústria. “Precisamos de um ambiente político que faça ecoar as necessidades do mercado. É tempo de executar, não de criar nada”, ressaltou.

Agronegócio – Fistarol apresentou projeções que levam a crer que há ainda muito espaço para crescimento nas vendas de máquinas. A maioria dos índices relacionada ao agronegócio, como o necessário aumento da produção mundial de alimentos nas próximas décadas, sendo o Brasil responsável natural por suprir boa parte dessa demanda. “É o único setor que ainda cresce no Brasil. E estamos sempre buscando inovações.”

Recentemente a companhia investiu US$ 40 milhões para o lançamento de uma nova linha de colheitadeiras de grãos que promete maior produtividade com menor consumo de combustível. “Não deixamos de investir porque apostamos que o mercado brasileiro de máquinas passará por um novo processo de consolidação. Queremos estar prontos para quando isso acontecer.”


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