Apesar da crise atual do mercado, a Toyota espera repetir este ano o mesmo volume de produção de 2015, na faixa de 174 mil veículos, e prevê queda de apenas 2,3% em suas vendas internas, que devem ficar em 172 mil unidades ante as 176 mil do ano passado. Ao participar do Seminário Revisão das Perspectivas 2016 na segunda-feira, 13, o vice-presidente executivo da Toyota do Brasil, Miguel Fonseca, falou dos diferenciais da marca em relação à concorrência e disse que o mercado brasileiro já chegou ao fundo do poço: “Uma das nossas vantagens neste momento é a de não atuar no segmento de entrada, aquele dos compactos 1.0, que este ano retraiu 45%, acima, portanto, da queda média do mercado. Além disso, renovamos todos nosso portfólio e mantemos uma política junto à rede de concessionários de controle da oferta e demanda que nos permite operar com apenas treze dias de estoque, incluindo os veículos em trânsito”.
Esses três dias representam menos de 1/3 da média de estoque hoje do mercado, que encontra-se na faixa de quarenta a 42 dias. “Temos uma estrutura enxuta e mantemos nossa produção em linha com nossos objetivo”, destacou Fonseca.
Sem citar números, Fonseca também comentou que a rede da marca ampliou venda de usados e de acessórios e vem atravessando a crise sem perda de rentabilidade. Tanto é que no ano passado houve abertura de dez novos pontos de venda sem alterar o total de concessionários, ampliando a área de cobertura no País.
Fonseca disse que a Toyota é otimista com relação ao futuro do Brasil. Para ele, o País tem fundamentos econômicos muito fortes e é um dos mais avançados em matrizes energéticas. Defendeu, dentre outras medidas, a adoção do programa de renovação de frota que em outros países, principalmente europeus e também nos Estados Unidos, foi fundamental para aquecer vendas em período de crise.
Fundo do poço – Na sua avaliação, o mercado já chegou ao fundo do poço e a tendência agora é de estabilidade. Não arriscou número de crescimento para 2017, mas admitiu que já no ano que vem a Toyota poderá apertar o botão que colocará em operação o projeto de ampliação de sua capacidade da fábrica de Sorocaba, SP, onde produz o Etios. A empresa já concluiu os investimentos e as obras que elevam de 74 mil para 108 mil a produção daquela unidade industrial, mas deixou o projeto em suspenso por causa da retração do mercado brasileiro.
Fonseca também comentou sobre veículos híbridos, elétricos e afins, garantindo que a Toyota não descartou a hipótese de futuramente vir a produzir modelos do gênero no País. Segundo ele, até 2030 perto de 58% dos veículos no mundo serão desse tipo. Na América Latina a Toyota prevê que naquela ocasião terá 40% de sua oferta com base em modelos híbridos, elétricos e similares.
“Não temos projeto industrial no momento, mas a localiação no futuro será uma necessidade”, comentou. Mesmo porque, pelas previsões da Toyota, até 2050 não haverá mais veículo movido só a combustão.
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