As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias bateram em 4,1 mil unidades em junho. Comparado com o desempenho de maio, dá para comemorar evolução de expressivos 18%. Mas a festa para por aí. A comparação com o mesmo mês do ano passado aponta recuo de 7,8% e o acumulado do primeiro semestre teve tintas ainda mais vermelhas, com os negócios encolhendo 30,9%. Foram vendidos no período 17,1 mil equipamentos contra 24,7 mil nos primeiros seis meses de 2015.
As exportações também deram um salto na comparação mensal, mas ainda penam para igualar os números do ano passado. Se em junho os fabricantes embarcaram 997 equipamentos, 39% a mais do que em maio, de janeiro a junho somam 4,4 mil unidades contra 5,3 mil de 2015, 17,8% a menos.
O crescimento expressivo de maio para junho não indica uma tendência, na avaliação de Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea. Está ligada muito mais a entregas programadas por contratos de um ou outro fabricante.
Com vendas internas ainda muito aquém do ideal e exportações que ainda não chegaram a entusiasmar ao longo do ano a produção, por decorrência natural, não poderia apresentar quadro muito melhor, em especial no transcorrer do semestre.
Os fabricantes encerraram junho com 4,5 mil máquinas fabricadas, elevação de 10,4% perante maio e de expressivos 25% sobre o mesmo mês do ano passado. Apesar disso, ressalta Ana Helena, são variações sobre um patamar produtivo muito baixo e que vem se mantendo ao longo dos últimos meses. Tanto que no semestre saíram das linhas de montagem nacionais somente 19,8 mil equipamentos, enquanto de janeiro a maio do ano passado foram 30,5 mil unidades.
Mesmo com alguns tímidos sinais de que a economia pode melhorar no segundo semestre e a divulgação do novo Plano Safra 2016/2017 no fim de maio, com condições consideradas satisfatórias mesmo em relação às taxas de juros, a Anfavea teme dificuldades maiores tanto nas vendas internas como na produção nos próximos meses.
Isso porque os financiamentos foram interrompidos em junho, após o esgotamento dos recursos do Plano Safra passado e retomado somente neste mês, depois da divulgação de todas as portarias referentes aos novos parâmetros. O impacto assim, avalia a diretora da Anfavea, deve ser sentido neste terceiro trimestre, já que os números de junho refletiram os negócios no atacado e não das revendas para o consumidor final.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias