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11/07/2016

Vendas a prazo são as mais baixas da história

Por Alzira Rodrigues

- 11/07/2016

O pequeno crescimento de 2,6% nas vendas internas de junho em relação a maio indica que o mercado está se estabilizando, com perspectiva de retomada ainda este ano. A avaliação é do presidente da Anfavea, Antônio Megale, que na quarta-feira, 6, divulgou o balanço do setor automotivo no semestre, informando que o atual índice de vendas a prazo, de apenas 51,8% em junho, é o mais baixo da série histórica do setor: 

“Esse dado tanto pode significar que ainda há restrições para a obtenção de crédito como também ser reflexo do receio dos consumidores de fazer dívidas. Mas acreditamos que já há indicadores positivos em relação à volta da confiança do consumidor e da indústria, o que pode favorecer as compras a prazo e a reação das vendas em geral a partir do final deste ano”.

Segundo a Anfavea, o acompanhamento do índice de financiamento no total das vendas de veículos é feito desde o começo da década passada e, tradicionalmente, sempre ficou na faixa de 60%. Mas o importante, na análise de Megale, é que tudo indica que agora o mercado encontrou o seu piso. “Chegamos a um patamar de estabilização. E depois disso, tradicionalmente, vem o crescimento.”

As vendas de automóveis e comerciais leves totalizaram 166,6 mil unidades em junho, ante as 162,3 mil de maio, atingindo 952,3 mil no semestre. Esse resultado representa queda de 25,4% em relação aos primeiros seis meses de 2015 e a volta aos patamares de vendas internas de 2006. Com relação a junho, no entanto, Megale fez uma ressalva: “Os números poderiam ter sido melhores não fossem as festas juninas do Nordeste e Centro-Oeste, que atrapalham as vendas, e também a greve do Detran em alguns municípios paulistas, que impediram os emplacamentos de vendas realizadas”.

Assim como o segmento de automóveis e comerciais leves também o de caminhões apresentou desempenho positivo no mês passado em relação ao anterior. Com 4,2 mil emplacamentos, esse mercado cresceu 3% nesse comparativo. No semestre, porém, o decréscimo em vendas é de 31,4% – 25,6 mil unidades contra 37,3 mil.

Já as vendas de ônibus, que atingiram 982 unidades no mês passado, caíram em todos os comparativos. A queda foi de 7,8% em junho com relação a maio, 32,% no comparativo com o mesmo mês de 2015 e de 41,2% no semestre.

Projeção mantida – No total, considerando todos os segmentos, as vendas de veículos totalizaram 171,8 mil unidades no mês passado e 983,5 mil no acumulado janeiro a junho. A retração em relação ao primeiro semestre de 2015 é de 25,4%. Acreditando, no entanto, que o segundo semestre deste ano será melhor do que o mesmo período do ano passado, a Anfavea mantém a projeção de 2016 encerrar-se com retração de 19% nas vendas internas, com um total de 2 milhões 80 mil veículos.

Ainda dentro do balanço de junho o presidente da Anfavea enfatizou a queda no volume de estoques nas fábricas e nas redes. O mês de junho foi encerrado com 225 mil veículos nos pátios das montadoras e das concessionárias, equivalente a 39 dias de produção. Em maio eram 235 mil unidades, comparáveis a 41 dias. “Há um essforço grande em todo o setor no sentido de reduzir estoques e equilibrara oferta e demanda”, comentou Megale.


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