O atual cenário do setor automotivo certamente não está fácil para ninguém, mas há quem esteja conseguindo fazer do limão a limonada. A TDM Friction, fabricante de lona e pastilhas de freios da marca Cobreq para os segmentos de veículos leves e pesados, é um desses casos.
A empresa, pertencente ao Grupo Nisshinbo, apura crescimento em suas operações tanto no Brasil quanto na América do Sul. No primeiro semestre do ano, as vendas da empresa cresceram 18% e em 13% os volumes produzidos. Segundo Marcoabel Moreira, diretor presidente da companhia no Brasil, o negócio como um todo cresce 7% em relação ao ano passado.
“Devemos continuar sofrendo um pouco ainda durante algum tempo em virtude da crise. Mas com o encolhimento das operações OEM o mercado reposição cresceu, como também surgiram oportunidades nas exportações, até mesmo devido ao câmbio.”
De acordo com Abel o esforço na abertura de mercados externos já proporciona à empresa crescimento por volta de 15% nas exportações no primeiro semestre, negócio integrado ao mercado de aftermarket. Hoje, a participação da reposição no faturamento da empresa é em torno de 75%.
A empresa ainda tem perspectivas de apurar mais crescimento nos próximos anos, de mais 20% até 2020, quando a nova unidade produtiva da empresa, em Salto, SP, estiver inteiramente concluída.
Desde maio de 2014, quando anunciou investimento de R$ 142 milhões na nova fábrica, a companhia se encontra em fase de mudança, tirando as atuais operações produtivas de Indaiatuba, também no Interior paulista, e transferindo para Salto, distante apenas quilômetros.
O investimento na nova unidade é o maior do grupo japonês em outro continente e dá forma a uma fábrica de 32 mil m² de área construída contra os 18 mil m² de Indaiatuba. Atualmente a área administrativa já está fisicamente no novo local, como também a produção da mistura da matéria-prima. “Até o fim deste ano ou no início do ano que vem estaremos 100% em Salto”, confirma o diretor presidente.
Com a nova unidade vem também novo ferramental e mais linhas o que proporciona capacidade para produzir 13 milhões de peças/ano, contra o volume atual de 8 milhões de peças/ano.
Outra oportunidade para a empresa com a nova unidade, acredita Abel, é reforçar a atuação no segmento de motos. A operação no Brasil é única do grupo no mundo a atender o segmento de duas rodas e com portfólio mais amplo, além de pastilhas, oferta cubos de roda, discos de embreagem e cabos. “O projeto para Salto é também fazer da unidade uma base produtiva do grupo todo para o segmento.”
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