O crescimento de 5% nas vendas de automóveis e comerciais leves em julho sobre junho, com um total de 174,8 mil emplacamentos, levou a Fenabrave a revisar a projeção de queda para o ano nesse segmento. Ante estimativa de redução de 20% divulgada em maio, espera agora um decréscimo no acumulado de 18%, com comercialização atingindo no ano 2 milhões 31 mil unidades. Conforme dados divulgados pelo presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., na terça-feira 2, no período de janeiro a julho foram vendidos 1 milhão 126 mil unidades automóveis e comerciais leves, retração de 24,4% em relação ao mesmo período de 2015. Para Assumpção Jr., o mercado chegou no fundo do poço:
“Temos a crença de que o pior já passou. A hemorragia acabou”, disse o presidente da Fenabrave, destacando que na média diária houve crescimento de 10% em julho sobre junho, que tiveram, respectivamente, 21 e 22 dias úteis. “A confiança do consumidor está retomando. No caso dos automóveis e comerciais leves, quem estava em dúvida se gastava ou não agora começa a comprar.”
Já em caminhões e ônibus a retomada não é tão automática e, por isso, a previsão da Fenabrave para o ano foi revista para pior. A projeção agora é de queda de 25,4%, para 68,7 mil unidades, enquanto em maio estimava-se menos 22,5%.
De qualquer forma, tanto as vendas de caminhões como a de ônibus reagiram positivamente em julho sobre junho. As de caminhões atingiram 4 mil 676 unidades, alta de 11,65% sobre as 4 mil 188 do mês anterior. As de ônibus, nesse mesmo comparativo, tiveram crescimento de 62,6%, com 1 mil 948 e 1 mil 198 unidades emplacamentos, respectivamente. No caso dos ônibus o presidente da Fenabrave atribui a alta expressiva de volume em julho às vendas destinadas ao transporte urbano que acontecem tradicionalmente às vésperas de eleições municipais.
De janeiro a julho foram emplacados 30,1 mil caminhões, com queda de 31,4% sobre o mesmo período de 2015. As vendas de ônibus caíram 33,7% no mesmo comparativo, para 13,4 mil unidades. Para o ano a Fenabrave espera a comercialização de 52,2 mil caminhões, menos 27,2%, e de 16,5 mil ônibus, redução de 19%.

Perspectivas – O processo político em andamento, com definições esperadas agora para agosto, tem sido fundamental na avaliação da Fenabrave para o surgimento de alguns indicadores positivos na economia e, principalmente, a retomada da confiança do consumidor comum e também do empresariado. A recuperação, segundo Assumpção Jr., será lenta e gradual, mas ao menos cria-se a expectativa de dias melhores.
Dentre os segmentos representados pela entidade um dos que ainda não mostra sinais de recuperação é o de motocicletas. As vendas em julho ficaram em apenas 79,1 mil unidades, o que representou decréscimo de 2,3% no comparativo com junho.
No acumulado de janeiro a julho foram comercializadas 626,2 mil motos, queda de 16,4% em relação aos primeiros sete meses de 2015. Para o ano a Fenabrave estima venda de 1 milhão 120 mil motos, o que representará retração de 12% sobre o resultado de 2015. O maior problema nesse segmento, segundo Alarico Jr., continua sendo a dificuldade de o consumidor obter crédito. O que tem salvado em parte o segmento é o consórcio, que vem respondendo por mais da metade das vendas.
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