A Mercedes-Benz segue na liderança de vendas de caminhões nos sete primeiros meses do ano, com 8 783 unidades emplacadas no período. O volume representa uma queda de 23,3% em relação ao seu desempenho de janeiro a julho do ano passado, mas pelo menos é menor do que a do mercado total, de 30,9%. A empresa, no entanto, perdeu 0,5 ponto porcentual em participação no confronto com o registrado no primeiro semestre.
Muito provável que a pequena fatia perdida pela Mercedes-Benz tenha haver com a leve recuperação da vice-líder MAN. Se no acumulado do primeiro semestre a diferença de vendas entre as montadoras ultrapassava seiscentas unidades, agora, até julho, o hiato é de 326 caminhões. Com isso a montadora também trouxe alguns pontinhos para sua fatia de mercado: tinha 27,18% até junho, passou a ter 27,9%. A fabricante de Resende encerrou o período com 8 457 unidades vendidas, queda de 28,7% com relação ao mesmo período do ano passado.
Bem distante da ponta, com 4 576 caminhões vendidos de janeiro a julho aparece a Ford em terceiro lugar. O volume representou queda de 47% com relação ao seu desempenho de um ano antes. Trata-se ainda de uma baixa maior do que a registrada ao fim do primeiro semestre, de 44,85%. A montadora, porém, preserva sua fatia de mercado em torno de 15%.
A Volvo garantiu o quarto lugar do ranking com vendas de 3 379 unidades no acumulado até julho. O volume representa uma queda de 33,3% na comparação com o mesmo período do ano passado e participação de mercado de 11%. Vale lembrar, no entanto, que a montador de Curitiba, PR, atua somente em duas categorias de caminhões: semipesados e pesados.
Rival direta da Volvo é a Scania porque também participa do mercado somente com modelos semipesados e pesados. Suas vendas no acumulado até julho somaram 2 510 unidades, queda de 15,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado a coloca em quinto lugar do ranking, com 8,3% de participação do mercado.
Desempenho positivo na lista somente a DAF, na sexta posição do ranking. As 369 unidades vendidas até julho pela montadora representam alta de 70% sobre o mesmo período do ano passado. Com modelos somente da categoria de pesados, a fabricante de Ponta Grossa, PR, terminou o período com 1,2% de participação.
Encerra lista a FCA, com veículos da marca RAM, a Agrale e a International, em sétimo, oitavo e nono lugar do ranking de vendas, respectivamente.

Ônibus – No ranking de vendas de chassis, a Mercedes-Benz é disparada a líder do segmento. No acumulado do ano até julho, a fabricante negociou 4 098 unidades, queda de 27,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. O índice, porém, ainda é menor do que a queda do mercado total, de 33,4%. Sua participação no segmento ultrapassa os 55%.
Na vice-liderança aparece a MAN, com 1 201 chassis vendidos de janeiro a julho, baixa pronunciada de 49,5% com relação ao seu desempenho de vendas de um ano antes. Com exceção da International, na lanterna da lista e recuo superior a 65% nos negócios, a fabricante de Resende é a montadora que registra o maior índice de queda.
A Agrale segue viva e forte no segmento de chassi no terceiro lugar do ranking. Suas vendas no período até julho acumularam 1 070 unidades, o representou baixa de 29,6% na comparação com o mesmo período do ano passado e participação de 14,5% do mercado.
Das fabricantes a registrar crescimento no período somente a Scania, na quinta posição do ranking. A montadora vendeu 155 unidades até julho, alta de 9,2% sobre os sete primeiros meses do ano passado. Seu volume de negócios representou 2% de participação de mercado.

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