Os modelos elétricos poderão responder por cerca de dois terços da frota de automóveis das cidades mais caras do mundo, como Londres e Cingapura, em 2030, aponta pesquisa apresentada pela consultoria McKinsey e a Bloomberg New Energy Finance durante o Future of Energy Summit, evento realizado na capital inglesa na terça-feira, 11.
O estudo aponta três motivações básicas: regulamentações mais rigorosas de emissões nessas localidades, queda dos custos das tecnologias aplicadas nos veículos e muito mais interesse do consumidor em produtos considerados limpos.
A pesquisa recorda que vários governos têm incentivado e adotado medidas para a redução da emissão de gases que gerem o efeito estufa. É cada vez mais comum também, por exemplo, incentivos fiscais a veículos limpos e áreas restritas a esses produtos, as chamadas zonas de baixa emissão.
Os custos da eletrificação também estão caindo rapidamente. O custo de uma bateria de lítio caiu 65% de 2010 para 2015 – de US$ 1 mil /KWh para US$ 350 e deverá cair abaixo de US$ 100/ KWh durante a próxima década, mostrou o relatório.
Os veículos elétricos poderão decolar a qualquer momento em função das mudanças nas preferências sociais, disse Spencer Dale, economista-chefe da BP, durante o encontro. Ele vê riscos até mesmo para os postos de combustíveis convencionais, quie precisarão rever seu modelo de negócios e encontrar formas de rentabilizar o carregamento de mveículos elétricos.
O estudo considera que os principais fabricantes de veículos têm esse novo cenário em suas planilhas. A Volkswagen, por exemplo, exibiu no Salão de Paris, há duas semanas, o carro conceitou I.D, que, segundo Herbert Diess, presidente mundial da marca, , é o ponto de partida para os trinta modelos elétricos que com, os quais pretende contar em 2025.
Dieter Zetsche, CEO da Daimler, também antecipou plano ousado para o segmento de modelos movida a eletrcidade: a empresa, com a marca EQ, projeta dez veículos e pretende ser a líder no mercado premium em dez anos.
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