AutoData - Recuperação do mercado somente em 2019
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17/10/2016

Recuperação do mercado somente em 2019

Por Ana Paula Machado

- 17/10/2016

A recuperação efetiva do mercado automotivo deverá acontecer daqui a três anos. A previsão é do vice-presidente executivo da Toyota do Brasil, Miguel Fonseca. Segundo ele, em 2017 haverá uma melhora nas vendas de veículos no País, com crescimento de 4% no comparativo com este ano, chegando a 2,19 milhões de unidades. No entanto, somente a conclusão de reformas estruturais no País e a eleição presidencial em 2018 é que darão o combustível para a aceleração das vendas.

“O mercado já parou de cair. No ano que vem vamos ver uma pequena melhora nas vendas que deve se sustentar até 2018. As reformas estruturais no País devem contribuir para isso, porque promoverá a volta da confiança do investidor, principalmente estrangeiro, e com isso a economia tende a crescer”, avalia Fonseca.

O executivo ressaltou que a montadora trabalha com um crescimento do PIB de 1,2% no ano que vem e a taxa básica de juros a 11,5%. Essa redução na Selic será possível com a melhora do ambiente macroeconômico, com a inflação chegando a 5,2% e um câmbio a R$ 3,5. “Já temos indicativos de melhora da confiança do consumidor desde abril. A crise econômica foi muito mais em razão de fatores políticos do que econômicos. Agora, aos poucos, o mercado vai se ajustando”, afirmou.

Em relação à Toyota, Fonseca estima que os volumes deste ano, 179 mil unidade, devem se manter em 2017. A japonesa foi uma das poucas montadoras instaladas aqui que melhoraram os volumes vendidos este ano, em plena crise do setor automobilístico do Brasil. A produção deverá apresentar um pequeno crescimento, chegando a 180 mil automóveis e as exportações um total de 42 mil unidades, aumento de 1%.

“Nosso objetivo não é a busca por melhora na participação, mas a sustentabilidade do negócio”, disse Fonseca. Segundo ele, a empresa trabalha com estoque ajustado, de apenas nove dias, quase uma produção de acordo com a demanda do mercado. “Manter um giro alto custa dinheiro e piora o valor agregado do produto. Essa não é a nossa filosofia”, disse o executivo. Fonseca acrescentou que o bom momento da Toyota nos últimos anos ajudou a marca a quase duplicar a rede de concessionárias de 182 lojas, em 2014, para 218 neste ano.


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