AutoData - Receita com exportações fica próxima à de 2015
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08/11/2016

Receita com exportações fica próxima à de 2015

Por Alzira Rodrigues

- 08/11/2016

A receita do setor automotivo com exportações caminha para se equiparar ou até mesmo superar um pouco os US$ 10 bilhões 495 milhões registrados no ano passado. No acumulado até outubro atingiu US$ 8 bilhões 653 milhões, com pequena queda de 1,9% em relação aos US$ 8 bilhões 818 milhões exportados nos primeiros dez meses de 2015.

“Já está quase igual”, comentou na segunda-feira 7, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, lembrando que os números poderiam ser melhores não fosse o problema de produção em uma das associadas (no caso, a Vokswagen), que deve ser superado neste último bimestre do ano.

As exportações em outubro atingiram US$ 955,3 milhões, resultado 3,9% inferior ao de setembro, mas 9,8% superior ao do mesmo mês do ano passado. Desde julho a indústria automotiva brasileira vem exportando mensalmente acima de US$ 900 milhões, valor que no segundo semestre do ano passado ficou em US$ 850 milhões na média, o que sinaliza para este ano um resultado melhor do que o de 2015.

Em número de veículos exportados o desempenho deste ano é positivo em 19,7% – 400,6 mil unidades embarcadas de janeiro a outubro contra 334,6 mil no mesmo período de 2015. O mesmo já não acontece em máquinas agrícolas e de construção, que sofreram queda de 7% no mesmo comparativo: 7,8 mil unidades contra 8,4 mil.

As vendas externas em outubro totalizaram 36,9 mil veículos, com queda de 6,5% em relação às 39,4 mil unidades exportadas em setembro e de 7,5% no comparativo com o mesmo mês do ano passado (39,9 mil). Também o desempenho negativo do mês é explicado pelo presidente da Anfavea pela paralisação temporária das linhas de montagem da Volkswagen entre agosto e setembro: “Uma das associadas teve problema para retomar produção e, consequentemente, exportações”.

Com relação aos acordos bilaterais em discussão, informou que tanto o acertado com a Bolívia como o com o Peru ainda não foram internalizados. No primeiro caso houve problemas relativos à tentativa da Bolívia de incluir novos produtos no acordo e no segundo o que tem prejudicado sua operacionalidade são questões burocráticas. “De todo jeito já estamos ampliando nossos negócios com esses países. De janeiro a outubro, por exemplo, houve crescimento de 118% nas vendas para a Bolívia”, comentou Megale, sem citar números absolutos dos embarques.


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