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09/11/2016

Chery prepara novo ciclo de produtos

Por Décio Costa

- 09/11/2016

A Chery inicia nova fase no País alinhada com a estratégia global da companhia chinesa. Para o mercado nacional, a montadora realiza ajustes na sua linha de produção para incluir na unidade mais duas plataformas, um sedã, o Arrizo, e o SUV, Tiggo. Assim, de acordo com Luís Curi, vice-presidente da empresa no Brasil, até o fim de 2017, a fábrica de Jacareí estará produzindo QQ, Celer, Tiggo 2, Arrizo e Tiggo 7. “Recomeçaremos de maneria gradual, com o Tiggo 2 no começo do ano, e os outros dois modelos no segundo semestre”, revelou o executivo durante prévia do Salão do Automóvel de São Paulo, na quarta-feira, 9.

Diante da difícil situação na qual atravessa o mercado nacional de veículos, desde o começo da segunda metade do ano, as atividades produtivas em Jacareí estão suspensas, com os funcionários em regime de lay off. O período foi utilizado pela companhia para promover os ajustes necessários nas linhas para receber as novas plataformas. “Estamos dando dois passos para trás para dar um grande salto”, resume Curi. “Em um primeiro momento buscamos estrutura para iniciar a produção do terceiro modelo, o Tiggo, o primeiro passo da nova estratégia com lançamento quase simultâneo com a China.”

Segundo o vice-presidente da Chery, o momento difícil pelo qual passa o mercado nacional trouxe uma nova maneira de pensar para a operação de Jacareí, por enquanto, a única marca chinesa a produzir no País. Além de introduzir uma nova geração de produtos, a unidade também será polo exportador da empresa. “A nova estratégia nos oferece mais oportunidades e já estamos em processo de homologação dos modelos em novos países. A Argentina será o primeiro mercado”, revela Curi, sem precisar quando começará os embarques, mas adianta que em futuro próximo de 10% a 15% da produção nacional da Chery seja destinada à exportação para outros países da América do Sul.

Para o ano que vem, Curi ainda enxerga um período de dificuldades, “melhor que 2016, mais ainda incerto no quanto melhora”. Com os novos produtos, no entanto, o vice-presidente espera vendas melhores para a marca, embora prefira não revelar números. De acordo com a Abeifa, no acumulado até setembro a empresa negociou pouco mais de 670 unidades.

Com a chegada das novas plataformas também a empresa espera fazer novas contratações para a fábrica – hoje a unidade possui 500 funcionários, mas já teve 650 -, como também reforçar a rede. Curi conta que nos últimos anos foram fechadas 44 casas, reduzida atualmente a 37 endereços. “Faz parte do meu papel também prospectar negócios como novos parceiros.”

No Salão do Automóvel, a empresa mostra os novos produtos planejados para o País, como também os que funcionam como termômetro da reação do público, como o Arrizo 7, um outro sedã da família.


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