A história do uso do alumínio na indústria automotiva nacional passa por quatro grandes fases. A primeira, já consolidada, foi a aplicação do metal em componentes trocadores de calor, como os radiadores. Depois vieram as rodas de liga-leve, já presentes em mais da metade dos modelos vendidos atualmente no mercado local. A terceira etapa, mais recente, foi a aplicação em componentes do motor, como blocos e cabeçotes – um exemplo foi a família Sigma, também da Ford, cuja estrutura era majoritariamente de alumínio.
A quarta fase vem se consolidando agora: o uso do metal em componentes estruturais de segurança. Por absorver melhor o impacto, o alumínio de alta resistência é mais seguro do que seus similares em aço. Por isso está cada vez mais presente em barras do para-choque, barras de proteção lateral, dentre outros.
“O Jeep Renegade e o Chevrolet Cruze já fazem uso do alumínio para aumentar a segurança”, conta Giuliano Michel, gerente corporativo para Novos Produtos, Mercado e Inovação da CBA, Companhia Brasileira de Alumínio, uma empresa do Grupo Votorantim. “Estamos trabalhando em seis novos projetos, entre montadoras e sistemistas, que deverão chegar ao mercado no primeiro semestre de 2017”.
Assim como a CBA, suas concorrentes Novelis e Arconic – empresa formada na cisão da Alcoa – também trabalham em novos projetos. As três são as principais fornecedoras de alumínio para a indústria automotiva brasileira. Por causa do aumento da aplicação do alumínio, suas vendas para o setor caem em ritmo inferior à produção nacional de veículos, que de janeiro a novembro ficou 14,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
“A relação de consumo de alumínio no setor de transportes costuma ser de dois para um: se sobe 10% no geral, cresce 20% o fornecimento. Se a produção total cai 40%, reduz em 20% o consumo”, calcula Urso, da Abal.
O alumínio na indústria automotiva foi alvo de apuração de uma das principais matéria publicadas na edição de dezembro da revista AutoData. A reportagem completa pode ser conferida pelo site www.autodata.com.br
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