Depois de quase uma década em disputa acirrada com a sua principal rival no segmento, a Mercedes-Benz encerrou 2016 na liderança das vendas no mercado de caminhões. No ano passado os licenciamentos de veículos de carga da fabricante de São Bernardo do Campo, SP, somaram 14.962 unidades. O volume é 21,91% menor do que o registrado em 2015, quando os emplacamentos alcançaram 19.161, mas abaixo da média da queda do mercado total de 29,4%. Seu desempenho permitiu à empresa elevar sua participação no mercado para 29,6%.
Para Roberto Leoncioni, vice-presidente de vendas da companhia, procurar ficar mais próximo do cliente com o objetivo de suprir suas necessidades foi fundamental para o resultado. “Apesar de termos enfrentando o pior mercado em duas décadas, não deixamos de investir em melhorias de produtos, como também em serviços de pós-venda.”
Com uma diferença de 272 unidades licenciadas, a MAN ficou com a vice-liderança no mercado de caminhões com 13.690 veículos negociados no ano passado. O tombo em comparação com o desempenho de 2015 é de 29,95%, ocasião na qual a empresa emplacou 19.543 caminhões. O resultado proporcionou à montadora fatia de 27,08% do mercado.
O terceiro lugar do ranking de vendas, com 15,34% de participação, ficou com a Ford no encerramento de 2016 com 7.757 caminhões negociados. O resultado foi 39,98% abaixo do alcançado no mesmo período de 2015, quando a empresa negociou 12.923 unidades.
Outra forte queda nas vendas também experimentou a Volvo em 2016, na quarta posição do ranking. A montadora de Curitiba, PR, contabilizou o ano passado vendas de 5.614 caminhões contra 8.349 de um ano antes, recuo de 32,76 e fatia de 11,10% do mercado total. Vale lembrar, no entanto, que a fabricante paranaense participa somente nas categorias de semipesados e pesados.
O mesmo perfil de atuação da Volvo também possui a Scania, que encerrou o ano passado em quinto lugar no ranking de vendas com fatia 8,40% do mercado total. A montadora vendeu 4.245 caminhões em 2016, volume 18,74% menor do que o registrado no mesmo período de 2015.
Como a sexta montadora que mais vendeu no ano passado, a Iveco foi a que experimentou a maior retração nas vendas de caminhões. As 2.573 unidades emplacadas da marca significaram uma baixa de 42,72% na comparação com as vendas de 2015, de 4.492 caminhões.
A DAF, no sétimo lugar do ranking, é uma das poucas fabricantes de caminhões que registrou forte crescimento em suas vendas no ano passado, embora a base de comparação ainda mantenha baixa desde que iniciou operação industrial no País, por volta de três anos atrás. Em 2016 os emplacamentos da montadora somaram 673 unidades, 51,92% maiores do que o registrado um ano antes. Com isso a empresa encerrou o período com 1,33% de participação.
O ranking de vendas de veículos comerciais segue com a FCA que vendeu 459 unidades de picapes grandes Dodge Ram, alta de 473% em relação a 2015; a Agrale, com 197 caminhões vendidos, queda de 25,66% na comparação com os doze meses de 2015 e a International que, mesmo com a produção da fábrica de Canoas, RS, parada, conseguiu beliscar um crescimento de 8,96% nas suas vendas: de 67 unidades em 2015 para 73 no ano passado.
Ônibus – É da Mercedes-Benz também a liderança de vendas no segmento de chassi para ônibus. Na categoria, no entanto, o primeiro lugar em vendas é isolado do restante dos concorrentes. Com os 6.069 chassis entregues no ano passado, a empresa encerrou o período com 54,37% de participação no mercado. Embora o volume vendido represente um recuo de 26,46% na comparação com as 8.253 unidades negociadas um ano antes, o tombo é menor que o de 33,53% do mercado total.
O mesmo não pode dizer a MAN, na vice-liderança das vendas de chassis. Em 2016, os emplacamentos de 1.798 chassis representaram uma queda de 50,86% em relação ao desempenho de 2015, quando a empresa registrou vendas de 3.659 unidades. O resultado permitiu à companhia encerrar o período com 16,11% de participação.
A Agrale encerrou o ano passado com 14,08% de participação no terceiro posto do ranking. Suas vendas somaram 1.572 unidades, o que representou uma queda de 34,17% na comparação com o volume de um ano antes, de 2.388 chassis.
O ranking de vendas de chassis segue com a Iveco, em quarto lugar, com participação de 6,54%, Volvo (5,77%), Scania (2,62%) e International (0,11%).
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