A General Motors estendeu por mais setenta dias o layoff na fábrica de São Caetano do Sul. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade são, ao todo, 754 funcionários que se encontram com o contrato de trabalho suspenso, alguns desde novembro de 2014. Pelo acordo anterior o retorno ao trabalho deveria ocorrer na quinta-feira, 9. Agora, os funcionários voltam só em abril.
Em São Caetano a GM emprega cerca de 9 mil pessoas. Aparecido Inácio da Silva, presidente do sindicato, disse que a empresa também vai abrir, hoje, um PDV, programa de demissão voluntária, na unidade para funcionários horistas. A adesão ao PDV se estenderá até a terça-feira, 13.
De acordo com ele “a expectativa é a de uma adesão de em torno de 750 pessoas, que é o que a empresa considera como excedente. Os benefícios podem chegar a até cinco salários, dependendo do tempo de casa do funcionário”.
Na fábrica de São Caetano do Sul a GM monta o sedã Cobalt, a picape Montana e a minivan Spin. Silva disse que, por hora, são produzidos 46 carros, em dois turnos de trabalho.
“O que a empresa alega é que o mercado está em queda e não há produção que sustente esse número de empregados. Foram quatro reuniões com a diretoria para preservarmos postos de trabalho na unidade. A intenção inicial era a demissão do excedente.”
De acordo com dados da Anfavea, entidade que reúne as fabricantes de veículos, no mês passado a GM vendeu 24 mil 329 automóveis e 3 mil 316 comerciais leves e se manteve na liderança de mercado. Em 2016 os licenciamentos de veículos da empresa somaram 345 mil 886 unidades. Já a produção chegou a 334 mil 447. No ano anterior a empresa montara 361 mil 779 veículos.
O presidente do sindicato disse, ainda, que a empresa concederá férias coletivas para os funcionários da produção de 7 a 26 de março. Procurada, a GM não quis comentar o assunto.
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