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10/02/2017

Montadoras exportam mais em janeiro

Por Aline Feltrin

- 10/02/2017

As exportações de veículos continuaram com bom desempenho em janeiro, demonstrando sinais de que haverá superação do volume de 520 mil unidades embarcadas em 2016. Dados da Anfavea, a associação das empresas fabricantes de veículos, mostram que, no primeiro mês deste ano, foram exportadas 37 mil 189 unidades, o que representa alta de 56% com relação aos 23 mil 834 veículos exportados no mesmo período de 2016. Em valores as vendas externas geraram US$ 810 milhões em faturamento, elevação de 47,9% no comparativo com janeiro de 2016.

Automóveis e comerciais leves apresentaram alta de 57,6% nas exportações no mês passado, o que puxou o bom desempenho do setor. Em janeiro de 2016 foram enviados para fora 22 mil 670 carros e picapes e no primeiro mês deste ano o volume foi de 35 mil 736 unidades. O segundo melhor desempenho foi o de caminhões, com alta de 26,5% no período – 842 exportados em janeiro de 2016 e 1 mil 65 unidades em janeiro deste ano. O setor de ônibus exportou 388 chassis e obteve alta de 20,5% com relação ao volume de 322 chassis do mesmo período do ano anterior.

Argentina e México continuam sendo os principais parceiros do Brasil, com participação de 50% e 15% respectivamente.

O presidente Antônio Megale ressaltou, ainda, que para Colômbia e Chile as montadoras exportaram volumes significativos em janeiro: “O acordo de livre comércio com a Colômbia, que está recebendo ajustes finais, está favorecendo as vendas para aquele país”.

A Anfavea projeta que, assim como ocorreu em 2016, este ano também haverá crescimento de exportações e este desempenho continuará a ser importante para contrabalancear o baixo desempenho de vendas do mercado interno. As contas dizem que haverá alta de 7% nas exportações, e que este ano o volume deverá ser de 580 mil unidades.

De acordo com Megale o segmento de veículos pesados deverá puxar o desempenho, com alta de 10%, seguido de automóveis e comerciais leves, que poderá crescer 7,2%. As exportações de máquinas agrícolas terá desempenho 6% superior ao ano passado.

“Os principais mercados para máquinas agrícolas são Estados Unidos e África, e estamos prospectando mais países dentro do continente africano.”

Mais competividade – As oportunidades de aumentar os volumes de exportação e compensar a queda no consumo no mercado interno também representam o desafio de resolver o conhecido calcanhar de Aquiles da indústria automobilística brasileira: a competitividade. Para Megale o mercado em recessão e a necessidade de exportar proporcionaram lições importantes neste sentido.

“As montadoras estão fazendo esforços para esta melhoria e o Inovar-Auto é um bom exemplo disso. Com esse programa houve aprimoramento em questões de evolução tecnológica.”

Segundo Megale as companhias estão buscando maneiras de se tornarem mais produtivas e, também, buscam caminhos para a digitalização de processos.


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