Brasil e Colômbia validaram, finalmente, o acordo de livre comércio no setor automotivo. Em 2015, os países já havia iniciado o processo, mas na ocasião existia uma trava que o impedia de sair do papel. No texto de 2015, previa-se o livre comércio também com a Venezuela e, para a efetivação do tratado, era preciso que este país concordasse com as condições. Até então, o governo de Nicolás Maduro se recusava em assinar. Na última sexta-feira, 7, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em Buenos Aires, a Venezuela foi excluída do acordo.
Margarete Gandini, diretora do departamento das indústrias para a mobilidade e logística do MDIC, Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços, disse que o acordo valerá somente para os veículos de até cinco toneladas. “A Colômbia deve protocolar, por meio de decreto, o documento em 60 dias. Já o Brasil tem até 40 dias para este protocolo.”
Até março, segundo a ANDEMOS, Associação dos fabricantes da Colômbia, o Brasil exportou para lá 4 mil veículos, o que representou aumento de 82,5% no comparativo com o mesmo período do ano passado. No total, foram comercializados no mercado colombiano 56 mil 242, queda de 1% com relação aos licenciamentos de janeiro e março. Somente em março, foram vendidos 21 mil 49 veículos, alta de 6,5%.
Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, esse acordo é de “extrema importância para a indústria automobilística, pois permitirá mais integração e negócios para ambos os lados”. A expectativa é de que o mercado colombiano alcance 350 mil veículos este ano.
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