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15/05/2017

Produção cresce, mas ainda está longe da média histórica

Por Ana Paula Machado

- 15/05/2017

A produção de veículos continua um pouco mais acelerada este ano. Em abril foram produzidas 191,1 mil unidades ante 171,5 mil no mesmo mês do ano passado, alta de 11,4%. Porém, esta curva ascendente ainda está 18% abaixo da média da indústria, considerando o volume de quatro meses nos últimos dez anos. Em 2017 saíram das fábricas 802 mil veículos, enquanto a média da produção é de 977 mil unidades no período.

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, apesar da indústria ainda trabalhar com alta ociosidade e ainda longe do ideal, a situação já é melhor. Ele baseia seu otimismo na média diária de 10 mil 615 veículos, alta de 23% no comparativo com abril de 2016. “E isso considerando menos dias de trabalho no mês por conta dos feriados”.

Quando comparado com o desastre de 2016 o resultado acumulado da produção de janeiro a abril é positivo: crescimento de 20,9% “Mas é bom ressaltar que a ociosidade nas fábricas ainda é superior a 50%. Para ser exato as fábricas de automóveis estão usando 55% da capacidade. Nas fabricantes de veículos pesados, a situação ainda é pior, 80% de ociosidade”, disse Megale.

Com a produção um pouco mais acelerada, as montadoras formaram estoque de 216,4 mil veículos em abril, o que representa 41 dias de vendas. Megale acrescentou que ainda é um volume não muito adequado: “Mas, considerando que as empresas se prepararam para as vendas de maio, acredito que é um estoque ajustado com a demanda prevista”.

Emprego – O nível de emprego nas fabricantes se manteve estável no mês passado. Em abril, a folha de pagamento contava com 120 mil 927 empregados, considerando montadoras de veículos e máquinas agrícolas. Só em veículos, são 103 mil 129 funcionários.

Megale afirmou que desses 10 mil 285 empregados se encontram em algum programa de flexibilização da produção: lay off ou Programa Seguro Emprego, PSE: “As empresas estão aguardando as reformas serem aprovadas e a volta do mercado para retomar o ritmo de produção e consequentemente de emprego”.

O presidente da Anfavea disse que a entidade é a favor das reformas propostas pelo governo brasileiro. Segundo ele as propostas para a previdência e as relações de trabalho podem melhorar a credibilidade do País: “Isso fará os investimentos voltarem. Tendo mais previsibilidade é fundamental para o planejamento do negócio. As reformas são necessárias para fazer o País andar”.


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