Incógnitas do carro do futuro

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Muitas tendências, alguns caminhos e várias soluções, não apenas uma rota única e definitiva. Essa foi a tônica do painel 2 do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, que tratou sobre os veículos das próximas gerações. O evento foi organizado pela prestigiosa AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, na terça e quarta-feira, 12 e 13, em São Paulo.

 

Henry Joseph Júnior, vice-presidente da Anfavea, Miguel Silva da Fonseca, vice-presidente da Toyota, e Ricardo Abreu, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Mahle, sob mediação do jornalista Joel Leite, foram os três debatedores desse painel. Para Joseph Junior algumas tendências estão muito claras: do lado do veículo citou elétricos e híbridos, direção autônoma, conectividade e digitalização. Do lado da produção lembrou das inovações trazidas pela indústria 4.0.

 

“As cidades continuam crescendo e o apelo por segurança viária, conectividade, direção autônoma e meio ambiente, com redução dos gases do efeito estufa, motivam a evolução dos veículos leves e pesados”.

 

Abreu ponderou os caminhos relacionados aos trens-de-força das próximas gerações. Para ele existem várias soluções de híbridos e elétricos, mas os motores a combustão ainda possuem um bom espaço de melhoria de eficiência, principalmente se considerar a utilização de biocombustíveis:

 

“Mesmo com o aumento de vendas de híbridos e elétricos as projeções da frota mundial para 2040 indicam que 75% dos veículos ainda terão motores a combustão interna”.

Durante os debates ele reforçou, também, o papel da evolução dos combustíveis, que poderiam oferecer melhores possibilidades com uma maior octanagem.

 

Miguel Fonseca também apontou o meio ambiente, redução da emissão de CO2 e metas de redução dos índices de aquecimento global como motivadores da evolução dos veículos. Ele apresentou uma curva de tendência crescente da venda deste tipo de veículos até 2040 e demonstrou as soluções de híbridos e elétricos da Toyota.

 

Para Fonseca a mudança do comportamento da sociedade, que não necessariamente manterá o desejo de propriedade do veículo, mas sim da utilização como meio de transporte, é real: “Mas estes meios de transporte continuarão sendo veículos fabricados pela indústria. O que pode mudar é a fonte de receita das empresas”.

 

Ao término do painel Joseph Júnior lembrou a importância da inspeção técnica veicular: “De nada adianta ampliarmos a tecnologia se veículos sem condições de rodagem continuarem circulando nas ruas”.

 

Foto: Divulgação