Renault avança na América Latina

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O volume de vendas do Grupo Renault cresceu na América Latina, região onde tem investido na produção de novos modelos e na nacionalização de componentes. No primeiro semestre vendeu 181 mil 438 veículos, 14,5% a mais do que o volume de vendas verificado nos mesmos seis meses do ano passado. Os emplacamentos feitos na região representaram 10% das vendas da globais companhia, segundo balanço divulgado na terça-feira, 19. A fabricante atribuiu o desempenho às vendas dos modelos de entrada Sandero, Logan, produzidos no Brasil, e às da picape Oroch, feita na Argentina.

 

A recuperação que o mercado brasileiro vem demonstrando este ano refletiu nos números da companhia referentes ao primeiro semestre. Houve alta de 5,1% nas vendas da empresa feitas no País, onde a Renault deteve 7,4% de participação de mercado até junho: foram 73 mil 416 veículos, resultado que situa o mercado brasileiro como o seu sétimo maior em volume de vendas no semestre.

 

O mercado argentino, que este ano deverá bater seu recorde de emplacamentos, foi mais promissor em termos de vendas: as entregas aumentaram 45,6% na comparação com o volume do primeiro semestre de 2016 contra crescimento do mercado interno de 34% no mesmo período. e o histórico da marca Renault, uma das primeiras a vender carros aos argentinos, foram os fatores apontados no balanço como favoráveis o desempenho regional.

 

Ainda que a Argentina tenha proporcionado mais oportunidades de negócios à Renault foi no Brasil que se concentraram os maiores investimentos da companhia na América Latina por ser o seu principal hub de exportação na região. O mais recente, anunciado em agosto, foi de R$ 750 milhões que serão aportados em uma nova fábrica de injeção de alumínio e na expansão da unidade de motores em São José dos Pinhais, PR. O último ciclo de investimento, de R$ 500 milhões, que seria aplicado até 2019, foi consumido antes do tempo por causa do desenvolvimento do compacto Kwid, lançado no Brasil em agosto.

 

No mundo todo o Grupo Renault vendeu 1 milhão 879 mil 288 veículos no primeiro semestre, 10,4% a mais do que as vendas do mesmo semestre do ano passado. As vendas geraram receita de € 29 bilhões 537 milhões, alta de 17,3%, incluindo vendas de veículos e serviços financeiros. O hatch Sandero foi o seu modelo mais vendido globalmente, 253 mil 798 unidades, mais 34,9%. O volume das vendas do modelo foi maior fora da Europa, 148 mil 489 unidades, um crescimento de 54,3%, contra 105 mil 309 emplacamentos registrados no continente, no primeiro semestre, alta de 14,5%.

 

O sedã Logan foi o segundo mais vendido, com 158 mil 628 unidades, 8% a mais do que no ano passado. Na Europa foram entregues 22 mil 283 unidades, 6% a mais do que em 2016. Nos demais mercados onde o veículo é vendido foram 136 mil 245 unidades, alta de 8,3% sobre o volume de idêntico semestre do ano passado.

 

O desempenho das vendas globais dos dois modelos no primeiro semestre produziram reflexos distintos no fluxo de produção de cada um. Os resultados referentes ao período denotam que a empresa, de janeiro a junho, projetou uma maior demanda pelo seu modelo mais vendido, ao passo que as projeções para o Logan foram menores. A produção global do Sandero foi de 234 mil 907, mais 40,3% do que a produção do modelo no mesmo período do ano passado. Já no caso do Logan foram 116 mil 838, 3,1% acima do que o volume de 2016.

 

SUV – Se as vendas dos utilitários Duster e Captur, lançado em junho, vão bem no mercado brasileiro no contexto das vendas globais o cenário é de queda dos números na comparação com o desempenho comercial dos modelos registrado no primeiro semestre de 2016. Foram vendidas 154 mil 982 unidades Duster, queda de 6% no volume, e 130 mil 181 unidades Captur, menos 6,3%.

 

Foto: Divulgação.