Produção de aço mantém crescimento

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De janeiro a setembro saíram dos fornos das usinas brasileiras 25 milhões 468 mil toneladas de aço bruto, produção que supera em 9,1% o volume beneficiado no mesmo período no ano passado e indicador de que a atividade industrial manteve crescente o consumo do material já registrado em agosto, quando a produção atingiu o nível de 2015, superando as 20 milhões de toneladas, informou a Worldsteel na segunda-feira, 20. A produção de laminados, um dos principais insumos da indústria automotiva, foi de 16,6 milhões de toneladas no mesmo período, incremento de 4,7% frente ao acumulado nos nove primeiros meses de 2016.

 

A produção, em setembro, foi de 2 milhões 959 mil toneladas, alta de 7,6% na comparação com o volume de agosto. O consumo aparente foi de 1,8 milhão de toneladas em setembro, 9,1% a mais do que o registrado no mesmo mês de 2016. As vendas internas cresceram 5,4% na mesma base de comparação, totalizando 1,5 milhão de toneladas. O setor automotivo ajudou a puxar o consumo de aço no mês passado: foram produzidos 236,9 mil veículos.

 

Fato é que os bens de consumo estão mantendo a ocupação das usinas brasileiras acima dos 70% este ano: em setembro, por exemplo, a utilização da capacidade das usinas esteve em 73,5%. Afora o desempenho positivo de alguns setores da economia outro fator significativo para o bom resultado da indústria do aço foi a reativação da produção da CSP, Companhia Siderúrgica do Pecém, no segundo semestre de 2016

 

Por isso a inexistência de dados da CSP no primeiro semestre de 2016 mantém a base de comparação baixa ao mirar o mesmo período de 2017, criando distorções que desaparecerão a partir de janeiro, segundo informações do Instituto Aço Brasil. Ao retirar a CSP da base de comparação do acumulado janeiro-setembro frente ao mesmo período do ano anterior a produção de aço bruto cresce apenas 3,5%, e não 9,1%.

 

No contexto global a China segue como o maior produtor mundial de aço: de janeiro a agosto produziu 638 milhões 731 mil toneladas, 6,3% a mais do que o volume produzido no mesmo período do ano passado. O Japão vem na sequência, com 78 milhões 265 mil toneladas, queda de 0,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Crescimento também foi verificado também na Índia, terceiro maior produtor global, 75 milhões 293 mil toneladas, mais 5,1%. Fecham o grupo dos cinco maiores produtores Estados Unidos, com 61 milhões 453 mil toneladas, e Coreia do Sul, com 52 milhões 819 mil.

 

Foto: Divulgação