Roubo de carga faz transportadoras investirem em veículos blindados

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02/03/2018

O roubo de cargas em todo o Brasil se tornou um problema sério para as transportadoras e para os motoristas autônomos, considerando apenas o Estado de São Paulo, foram 10 mil 584 casos registrados no ano passado, com prejuízo de R$ 913,3 milhões. No Rio de Janeiro, o prejuízo chegou a R$ 861,7 milhões, alta de 39,1% na comparação com o ano anterior, de acordo com o levantamento da MC2R Inteligência Estratégica.

 

A NTC, Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, projeta um aumento de 6% a 7% no roubo de cargas no Brasil em 2017, ante R$ 1 bilhão 360 milhões subtraídos no ano anterior, mas o balanço ainda não foi divulgado.

 

Com o aumento deste tipo de crime as empresas estão revendo e aumentando seus investimentos, como no caso das transportadoras de cargas e valores. A Transvip Brasil, empresa de transporte de valores, conta com treze veículos de transporte de valores, com algumas carretas e caminhões blindados. Marcos Guilherme Dias da Cunha, diretor geral da Transvip Brasil, disse que aguarda a entrega de 10 caminhões blindados, com a perspectiva de aumentar ainda mais esse número: "Investimos aproximadamente R$ 5 milhões neste projeto para 2018, com a compra de novas carretas e outras tecnologias de segurança”.

 

Segundo o diretor, a empresa também investirá ao longo do ano em rastreamento por GPS e via satélite, desde a coleta dos produtos até a entrega, com sistema de vídeo de monitoramento, botão de pânico, fechadura e sensores de portas. A empresa divulgará tudo sobre os novos investimentos durante a Intermodal South America, que acontece de 13 a 15 de março no São Paulo Expo.

 

A Prosegur, outra empresa do segmento de transporte de valores e carga, investiu R$ 4,3 milhões no ano passado em novos caminhões Rodotrem e Truck e o diretor comercial e de estratégia da Prosegur Cash, Sergio França, afirma que “o caminhão Rodotrem MB 2644 AXOR é o maior de transporte de mercadorias de alto valor agregado da América Latina, indicado para o deslocamento de medicamentos, celulares, eletroeletrônicos e cigarros. O veículo é composto por um cavalo mecânico blindado e equipado com tecnologia de segurança de ponta embarcada".

 

A Prosegur pretende ainda em 2018 aumentar o atendimento das operações de cargas fracionadas, coletas e entregas de volumes menores, utilizando a estrutura de carros-fortes, que a empresa acredita ser ideal para transportar este tipo de carga. “Para a divisão de cargas especiais, vamos adquirir novos equipamentos, ferramentas e sistemas de gestão de transporte", afirmou França.

 

Segundo a NTC, as cargas mais visadas são: produtos alimentícios, cigarros, combustíveis, eletroeletrônicos, produtos farmacêuticos, bebidas, têxteis e confecções, autopeças e produtos químicos.

 

Foto: Divulgação.