Adoção da Indústria 4.0 preocupa executivos no mundo

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O conceito de Indústria 4.0, por meio do qual se espera modernizar as linhas de produção de veículos no País, principalmente com olhos postos na melhor concorrência diante de novos mercados, ainda é um patamar que a indústria no mundo – e não apenas no Brasil – todo busca alcançar. Estudo da consultoria Deloitte apresentado na segunda-feira, 19, mostrou que as empresas estão nos estágios iniciais do processo de preparação para aproveitar todo o potencial da Ind 4.0, que se caracteriza pela união de tecnologias digitais e físicas, como análise, inteligência artificial, computação cognitiva e IoT, a Internet das Coisas.

 

Cerca de 1,6 mil executivos, de dezenove países, analisaram a questão em quatro frentes: impacto social, estratégia, força de trabalho e tecnologia. Seus resultados revelaram que eles compreendem conceitualmente as mudanças que a Indústria 4.0 acarretará, mas não têm visão clara de como devem agir para se beneficiar dessas mudanças.

 

No que diz respeito ao impacto social 87% dos executivos entrevistados vêem um futuro mais estável e com menos desigualdade, mas estão menos confiantes quanto ao papel que eles e suas empresas podem desempenhar para influenciar a sociedade na era da Indústria 4.0.

 

Em estratégia reconhecem que talvez não estejam prontos para aproveitar as mudanças associadas à Indústria 4.0, mas o cenário não provocou mudanças nas estratégias das empresas no médio prazo. Apenas um terço está altamente confiante de forneceer a direção para suas empresas durante esse período de mudanças.

 

14% dos entrevistados, porém, estão altamente confiantes de que suas empresas estão prontas para aproveitar completamente as mudanças associadas à Indústria 4.0.

 

Sobre a questão do emprego os executivos não estão confiantes de que possuem os talentos apropriados para ter sucesso na Indústria 4.0. Porém sentem que estão fazendo tudo que podem para criar a força de trabalho apropriada, apesar de o quesito “talento” não estar em destaque na sua lista de prioridades.

 

Por fim, em tecnologia, os executivos compreendem que precisam investir para promover novos modelos comerciais. Mas estão tendo dificuldades para criar um caso de negócios que abarque integralmente as oportunidades da Indústria 4.0 devido a uma falta de alinhamento estratégico interno e de foco em curto prazo.

 

Setor automotivo – Wolfgang Falterz, consultor da Deloitte para a área de materiais químicos para a indústria, destacou durante a apresentação que o conceito 4.0, afora as mudanças nos meios de produção de veículos, provocará a aplicação de novas materias-primas nos veículos do futuro visando à redução de peso e ao consequente melhor aproveitamento energético, uma realidade nas fábricas alemãs, segundo ele:

 

“As empresas estão correndo atrás dessa possibilidade ao mesmo tempo em que correm para desenvolver novos motores. O setor avança nesse sentido, não é um movimento isolado desta ou aquela companhia”.

 

Foto: Divulgação.