Toyota trabalha em seu SUV brasileiro

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08/06/2018

São Paulo – Agora que preencheu um hiato do seu portfólio com o lançamento do Yaris, intermediário do Etios ao Corolla, a Toyota trabalha nos próximos passos no Brasil. Ciente de que o segmento de utilitários esportivos é um dos mais promissores no mercado nacional, a empresa não nega que o próximo pacote de investimentos contemplará, dentre outras coisas, a produção de um SUV nacional.

 

O anúncio não deve demorar. Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil e Venezuela, disse que a divulgação do Rota 2030, o novo programa automotivo, pode acelerar as conversas com a matriz. “Investimos R$ 1 bilhão no Yaris e agora discutimos um novo plano. [A divulgação do] Rota 2030 pode dar um aspecto mais positivo. Não podemos ficar sem o Rota”.

 

Com relação ao SUV, o executivo não quis se aprofundar: “Sabemos que temos que entrar [no segmento]”.

 

Atualmente, a montadora oferece aos consumidores brasileiros os SUVs RAV4 e SW4, ambos importados. O primeiro vem do Japão e ganhou uma versão de entrada no começo do ano, o que alavancou as vendas: de janeiro a abril foram 1,3 mil licenciamentos, ante pouco mais de 500 nos quatro primeiros meses de 2017, segundo Chang.

 

De janeiro a maio, as vendas de SUV cresceram 30% -- o segmento representou 24,2% das vendas de automóveis e comerciais leves nos primeiros cinco meses do ano. As principais concorrentes, se já não têm SUVs compactos em seu portfólio, já anunciaram novidades para o curto prazo.

 

Mas antes a Toyota deverá ter outra situação a remediar. Embora tenha anunciado no começo de maio a abertura do terceiro turno de produção em Sorocaba, SP, onde produz o Etios e o Yaris, a fábrica possivelmente terá dificuldades para atender a demanda pelos modelos. Em novembro as linhas terão capacidade para produzir 160 mil unidades/ano para abastecer o Brasil e demais mercados da América Latina, que também estão em alta.

 

Segundo Chang, 27% da produção tem a exportação como destino. E, com a situação de apreciação cambial, as exportações são tratadas como fundamentais para manter o hedge natural da operação.

 

O presidente da Toyota minimiza. Segundo ele, o possível impacto de fatores como as eleições pode mexer com o desempenho do mercado – a Toyota projeta vender 200 mil unidades e crescer 5% no mercado que, nos seus cálculos, chegará a 2,5 milhões de unidades, 11% acima de 2017.

 

Então, além do SUV, o plano de investimentos que Chang discute com a matriz deverá contemplar também ampliação em unidades produtivas.

 

Foto: Divulgação.