PIB menor e greve reduzem projeções da Fenabrave

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São Paulo – Diante das projeções de redução do PIB e das feridas provocadas pela greve dos caminhoneiros, as concessionárias de veículos decidiram rever para baixo suas projeções de vendas de veículos para o ano, embora o a curva siga apontando para cima.

 

O cenário desenhado para o ano, em janeiro, apontava mercado de 2 milhões 503 mil 592 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, ou 11,7% maior do que o de 2017. Mas a Fenabrave divulgou novos números na terça-feira, 3: a perspectiva de crescimento das vendas, na comparação com ano passado, recuou para 9,9%: 2 milhões 462 mil 664 automóveis, comerciais 

 

Esta é a segunda revisão feita pela entidade este ano. Ao fim do primeiro trimestre, motivado pelo ritmo dos emplacamentos no período, o crescimento esperado para o ano saltou de 11,7% para 14,4%, um mercado de 2 milhões 563 mil 590 unidades.

 

Segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, a redução das projeções foi puxada especificamente pelo mercado de automóveis, que ainda não se recuperou totalmente dos efeitos da greve: “Veículos deixaram de chegar às concessionárias e as vendas diminuíram. Há o fator Copa: na medida em que o Brasil avança, as revendas perdem um dia de trabalho por causa dos jogos da seleção”.

 

Com isso, a expectativa de vendas de automóveis para o ano caiu. Se em janeiro as concessionárias esperavam um volume de vendas de 2 milhões 88 mil 792 unidades, ou crescimento de 12,5%, o cenário visto como o mais realista pelo setor indica algo menor, 2 milhões 39 mil 736 unidades, ou crescimento de 9,9% ante 2017.

 

As vendas de veículos comerciais leves, por sua vez, devem ser maiores do que as esperadas pelas associadas da Fenabrave em janeiro. Sua nova projeção sinaliza crescimento de 8,7% sobre os resultados de 2017: vendas de 343 mil 448 unidades.

 

Em caminhões, no entanto, a projeção de vendas foi revisada para cima. Se antes o setor esperava vendas de 57 mil 25 unidades, 9,5% a mais do que as registradas no ano passado, as revendas esperam um volume maior: 65 mil unidades, 24,8% a mais.

 

De acordo com Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave para caminhões, as demanda do agronegócio e condições de financiamento – sobretudo via banco das fabricantes – mais interessantes aos frotistas serão os impulsionadores das vendas neste segundo semestre: “A frota de extrapesados do País está em fase de renovação, e os juros oferecidos via CDC pelas financiadoras das empresas são mais baixos que os do Finame”.

 

O otimismo em torno das vendas de pesados para o ano contrastam com as projeções do PIB, uma vez que este índice é visto como termômetro para a vendas de caminhões: “Mesmo que o PIB tenha sido revisto para baixo as demandas da agricultura serão suficientes para sustentar o crescimento que esperamos”.

 

Foto: Divulgação.