Demanda por ônibus seguirá em alta no ano que vem

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Caxias do Sul, RS - A necessidade de renovação das frotas, que estão com idade média já avançada, novas licitações, normas e regulamentações são fatores que devem determinar a continuidade da retomada do mercado de ônibus no Brasil em 2019. A visão foi compartilhada por Marco Portes, gerente regional de vendas da Volvo, Alan Frizeiro, gerente de operações de vendas de ônibus da Scania, e Wilson Pereira, vice-presidente da BYD, no painel sobre o mercado de ônibus durante o Fórum de Veículos Comerciais realizado pela AutoData Editora em Caxias do Sul, RS, na segunda-feira, 20.

 

Depois de lembrar o incremento de vendas da Volvo até junho no Brasil, de 113% sobre igual período do ano passado, totalizando 174 chassis, com a ressalva quanto à base anterior muito baixa, Portes estimou que a demanda de 2019 evolua de 10% a 15%. Os modelos de maior saída foram os urbanos pesados, como padron, articulados e biarticulados, e os rodoviários 8x2 de 15 metros. Na América Latina, em seis meses, a empresa teve alta de 29% nas vendas de ônibus.

 

Frizeiro, da Scania, destacou que a empresa avançou, em sete meses, 34,6% no Brasil, com total de 389 unidades, enquanto o mercado cresceu 19,8%, com 5 mil 564 emplacamentos. Para o fechamento do ano a Scania projeta alta de 32%. O gerente também citou a excelente aceitação do modelo 8x2 de 15 metros: desde o seu lançamento, em novembro de 2016, até julho, foram vendidas quase trezentas unidades. Ainda comentou a expectativa que a Scania tem com relação ao incremento dos modelos movidos com GNV e biometano, além da utilização dos serviços conectados.

 

Wilson Pereira enfatizou o trabalho que a BYD está fazendo no Brasil para a consolidação dos modelos elétricos. Instalada em Campinas, SP, onde emprega 460 pessoas, tem capacidade instalada para 350 chassis/ano. Adiantou como objetivo para o ano que vem ter planta própria e, para o período 2020/2022, atingir 70% de conteúdo nacional nos ônibus. Para este ano a projeção é vender sessenta unidades:

 

“Acreditamos em demanda crescente nos próximos dois anos, principalmente com a licitação que deve ser definida para a cidade de São Paulo”.

 

Foto: Julio Soares.