Vendas diretas batem recorde

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São Paulo – Quase a metade dos automóveis e comerciais leves licenciados em setembro foram resultado de vendas diretas, aquelas fora dos padrões do varejo tradicional. Segundo a Fenabrave, de acordo com informações do Renavam, essas vendas alcançaram 46,9% do total, o maior do ano. Em volume esse porcentual representa pouco mais de 96 mil unidades.

 

A média do acumulado do ano das vendas feitas de forma direta no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves é 42%. Em volume são 775,3 mil unidades, contra 1 milhão 70 mil veículos vendidos no varejo tradicional.

 

As vendas diretas são muitas vezes realizadas em grandes volumes, com generosos descontos aos frotistas – locadoras ou gerenciadoras de frotas são os principais consumidores. Em alguns casos as entregas e faturamentos ocorrem nas revendas, mas são minoria: a maior parte não tem este intermediário, o que gera críticas dos concessionários.

 

Até mesmo presidentes e diretores de montadoras olham com certo receio para a modalidade venda direta, que também morde parte das suas margens de lucro. Recentemente um executivo de marca com bom desempenho no varejo afirmou à Agência AutoData que evita as vendas diretas porque elas desvalorizam os seus carros.

 

Este é, contudo, um canal importante para a manutenção de volume de produção e para o escoamento de estoque, mesmo sem tanta lucratividade. O ranking de vendas diretas divulgado pela Fenabrave é bem diferente do geral: enquanto General Motors liderou as vendas no varejo em setembro, seguida por Volkswagen, Hyundai e Toyota, em vendas diretas a líder foi a Fiat, seguida por VW, GM e Renault.

 

Foto: Divulgação.