Fundação Iochpe mede retorno sobre investimento em ação social

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São Paulo – A FGV, Fundação Getúlio Vargas, desenvolveu metodologia para calcular o retorno sobre o investimento em projetos sociais, e a Fundação Iochpe aplicou o conjunto de métodos no Programa Formare, de capacitação profissional para jovens carentes, e informou que o projeto social obteve 100% de retorno financeiro. A metodologia foi aplicada na fábrica da Maxion Sctructural Components mantida em Cruzeiro, SP, onde o Formare foi adotado há 23 anos.

 

O estudo foi realizado com base nos dados de investimento em 2017 e considerou custos evitados pela iniciativa, como economia com recrutamento, contratação e treinamento de boa parte dos jovens ao fim do curso.

 

De acordo com Joaquim Borges Rodrigues, CEO da unidade componentes estruturais, a medida "é estratégica e cresce sua aplicação na empresa porque dá dimensão aos indicadores econômicos e torna viável a manutenção das ações na comunidade”. A iniciativa é realizada em parceria com empresas e instituições públicas em treze Estados brasileiros. Desde 1989 já qualificou 25 mil jovens e, em 2018, estão em formação 1 mil 340 pessoas.

 

Uma vez mensurado o retorno que os projetos dão às empresas que possuem iniciativas sociais aumentam as possibilidades de que sejam mais duradouras, disse Rodrigues: “Em época de crise, por exemplo, a área financeira das empresas busca maneiras de cortar custos, o que geralmente afeta a área social. Medindo o retorno sobre o valor investido os gestores podem ver que as ações não dão prejuízo”.  

 

A Fundação Iochpe busca expandir o modelo às empresas que formam uma rede de parceiros. Hoje o Formare é um modelo de projeto social replicado em 46 empresas. Segundo Luciano Máximo, diretor de relações institucionais da Fundação Iochpe, há mais dezessete empresas interessadas no projeto: “São companhias com mais de 250 funcionários”.

 

Foto: Divulgação.