Crise na Argentina reflete na produção do Cronos

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03/05/2019

Ribeirão Preto SP – O horizonte enxergado pela FCA há quinze meses, quando começou a produzir o sedã Fiat Cronos na fábrica de Córdoba, na Argentina, era bem diferente. As perspectivas do mercado argentino eram positivas, assim como as do brasileiro, que estava no meio de uma retomada.

 

As expectativas com relação ao mercado brasileiro, em parte, se concretizaram. Mas no país vizinho, uma crise econômica atingiu em cheio as pretensões da FCA. “A vida na Argentina está muito difícil, tanto no mercado como em produção”, lamentou Antonio Filosa, presidente da empresa. “A queda do mercado refletiu na produção e fez com que os nossos custos no país aumentassem. Junte a isso as decisões do governo local, que criou novos impostos de exportação, dificultando ainda mais as operações”.

 

Uma saída, segundo o executivo, seria compensar a queda nas vendas do Cronos no mercado local com exportações para o Brasil. Por aqui as coisas vão bem para a Fiat – mas o Cronos ficou aquém das expectativas: até abril foram licenciadas 7 mil 379 unidades. A capacidade, em Córdoba, é de 120 mil unidades/ano.

 

“Para recuperarmos nossos volumes precisamos prospectar melhor o mercado brasileiro. E faremos isso ao longo do ano. Nossa indústria vive de escala, portanto se conseguirmos aumentar as vendas no Brasil, teremos uma demanda maior de produção e a possibilidade de negociar preços melhores com os nossos fornecedores.”

 

Filosa esteve em Ribeirão Preto para acompanhar a 26ª edição da Agrishow, importante feira regional do agronegócio. Para o executivo a participação no evento e importante para  se aproximar do setor, um dos mais importantes no País.

 

"O evento serve para apresentarmos nosso portfólio. Esse é o primeiro objetivo: o segundo é fechar vendas ou iniciar negociações que serão concluídas nas próximas semanas. A Agrishow movimenta um grande volume de negócios".

 

Balanço – A FCA divulgou na sexta-feira, 3, seus resultados globais do primeiro trimestre. Na América Latina as vendas somaram 120 mil unidades, contribuindo com € 1,1 bilhão para o Ebit, lucro antes de juros e impostos, com margem de 4,4%.

 

No mundo a empresa vendeu pouco mais de 1 milhão de veículos, com lucro operacional de € 500 milhões, ajustado para € 600 milhões. O CEO global do grupo, Mike Manley, disse que os resultados do primeiro trimestre estão em linha com as expectativas da empresa, que está confiante nos planos para 2019.

 

Foto: Divulgação.