Projeto simula uso de autônomos em São Paulo

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05/06/2019

São Paulo – Tudo que é relacionado ao veículo autônomo avança em ritmo lento no País, considerado um mercado ainda despreparado para a tecnologia. Não significa, porém, barreira para que empresas possam desenvolver projetos na área ou até simular como seria a aplicação deste tipo de transporte nos grandes centros.

 

A Questtonó, empresa de consultoria e design instalada em São Paulo, criou o projeto Digital Rails, ou trilhos digitais, para observar como regiões da cidade, como a avenida Paulista, se comportariam caso os veículos autônomos fossem uma realidade por aqui e como eles conviveriam com outros meios de transporte.

 

De acordo com Barão di Sarno, sócio da consultoria, o projeto desenvolvido em parceria com pesquisadores da USP, Universidade de São Paulo, mostrou que a inserção dos autônomos nas vias da cidade não causariam mudanças drásticas: "O projeto mostrou que o melhor caminho são vias exclusivas para os autônomos, assim como acontece hoje com os ônibus".

 

Na prática, a simulação do projeto sugere vias exclusivas paralelas a outras onde circulam os demais veículos. No caso da via para os autônomos, os veículos circulariam pela cidade em comboios e teriam o percurso controlado por semáforos inteligentes que funcionariam de modo que seu trajeto não sofresse interrupções.

 

Nesse sentido, o esquema simulado pela Questtonó apresenta o modal autônomo como um meio de transporte urbano de deslocamento rápido: "O que gera o trânsito é o atraso de resposta do humano, as freadas e tudo o que ocasiona paradas. Com um semáforo inteligente, é possível definir uma velocidade constante para que o carro se desloque dentro do tempo entre os sinais ficarem vermelhos ou verdes".

 

Atualmente, o grupo trabalha para estender a área de simulação para a região do centro expandido de São Paulo, simulando os trilhos digitais nas avenidas mais movimentadas da cidade. A pesquisa inicial foi levada para pesquisadores do MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, que trabalharão em parceria para realizar simulações mais refinadas.

 

Foto: Divulgação.