Sindipeças: nível de inovação é similar ao das autopeças europeias.

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São Paulo – O Sindipeças seguiu sua jornada para aumentar o nível de tecnologia no segmento de autopeças, como costuma dizer Maurício Muramoto, conselheiro da entidade, na sexta-feira, 28. Isto ocorreu durante a segunda edição do programa Inova Sindipeças, em São Paulo, e nesta oportunidade, assim como no ano passado, houve apresentações de startups que desenvolveram projetos ou ofertam serviços e produtos para a indústria automotiva.

 

Mas antes que as apresentações começassem – ou pitches, termo comum no universo das empresas do setor de tecnologia – Muramoto apresentou pormenores de uma missão à Alemanha que o Sindipeças integrou, em maio. O conselheiro pôde constatar um cenário que considerava, segundo suas palavras, impressionante: “Quando visitamos países mais desenvolvidos sempre esperamos nos deparar com uma realidade distante da nossa. Na Alemanha, por exemplo, pudemos ver que não é sempre assim”.

 

Na oportunidade os integrantes do Sindipeças e da Câmara Brasil-Alemanha visitaram pequenas e médias empresas que constituem a cadeia de fornecedores de montadoras e sistemistas. O que a comitiva viu, disse Muramoto, foi uma indústria com cotidiano similar ao visto no Brasil: “Em termos de organização e produto existem poucas diferenças. O que, sim, ainda está distante, é o nível de adoção de tecnologia, que lá é mais rápido. Em resumo os desafios e obstáculos, como capital para empreender, são os mesmos”.

 

O Sindipeças buscou, por meio do evento dedicado ao segmento de startups, aproximar as autopeças do contexto da tecnologia. A entidade acredita que o setor ainda precisa se aprimorar em termos de processos digitais e o caminho é ter pequenas empresas de tecnologia como parceiras: “Esta é uma realidade também das montadoras, mas no caso delas o movimento rumo à Indústria 4.0 pode ser realizado mais rapidamente. Nem sempre as autopeças têm recurso ou orientação para isso”.

 

Nesse sentido o Sindipeças organizou apresentações de startups que tiveram que se organizar para trilhar os primeiros passos no campo da manufatura digital. Uma delas foi feita pela Prognosys, que desenvolve software e equipamento para a identificação de falhas em máquinas de linhas de produção.

 

Lucas Rossi Klink, seu gerente de negócios, mostrou uma novidade que chamou a atenção dos representantes de autopeças presentes, dadas as perguntas que teve de responder após sua apresentação. Klink disse que muitas empresas estão alugando sensores para inserir suas linhas de produção no contexto 4.0: “Sensores costumam representar a maior parte de um investimento em digitalização. A locação leva essa tecnologia ao alcance de empresas com recursos limitados”.

 

Dados levantados pela empresa mostraram que imprevistos com manutenção em linhas de produção podem reduzir em até 5% o faturamento mensal de uma companhia de médio porte.

 

Foto: Divulgação.