Reforma tributária pode tornar Brasil polo exportador

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CompartilheMáquinas e Equipamentos
16/07/2019

São Paulo, SP – O setor nacional de máquinas agrícolas, rodoviárias e de construção aguarda, ansiosamente, pela reforma tributária para ser mais competitivo no mercado global e conseguir aumentar suas exportações. Mas a carga de impostos precisará ser reduzida quase pela metade para que o setor conquiste a competitividade, de acordo com Alfredo Miguel Neto, diretor de assuntos corporativos da John Deere para América Latina:

 

“Para conseguirmos competir com países da OCDE os impostos não podem ser mais do que 15% do custo de produção da máquina. Porém, atualmente, recolhemos cerca de 28% sobre esse custo, que é calculado por estimativa, ou 22% sobre o preço de venda do equipamento”.

 

Para Miguel Neto o avanço da reforma tributária também trará reflexos positivos sobre os custos de produção e sobre o gasto da empresa com recursos humanos, que hoje é dez vezes maior na comparação com os países integrantes da OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

 

Ele também é vice-presidente da Anfavea para o setor agrícola e, falando pela entidade, acredita que caso a reforma seja aprovada e os impostos para exportação sejam reduzidos, como as empresas esperam, o Brasil poderá se tornar um polo de exportação:

 

“Hoje nós temos capacidade produtiva para exportar mais e nossas máquinas têm qualidade e robustez para trabalhar em qualquer mercado, até porque o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas e conta com equipamentos e tecnologias de ponta”.

 

Roque Reis, vice-presidente da Case Construction para América Latina, segue a mesma linha de raciocínio e ressaltou que as máquinas produzidas no Brasil não devem nada para fabricadas em outros mercados: “Em alguns casos nossos equipamentos são até melhores do que os produzidos em outras regiões”.

 

Para os dois executivos, mesmo com capacidade produtiva e máquinas de qualidade, as empresas sofrem atualmente para ampliar suas exportações por causa dos custos totais de produção, o conhecido custo Brasil, e os impostos que incidem na cadeia automotiva. De acordo com Roque Reis “também precisamos que o Brasil melhore a infraestrutura de exportação, que hoje é muito inferior na comparação com outros mercados, porque isso também encarece as vendas para outros países”.

 

Fotos: Divulgação.