Rota 2030 tem 43 empresas habilitadas

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São Paulo – Com a inscrição das fabricantes de autopeças Jtekt e Litens Automotive chegou a 43 o número de empresas habilitadas ao Rota 2030, a nova política industrial para o setor automotivo que se transformou em lei no fim do ano passado. A habilitação das fornecedoras de componentes foi publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira, 19.

 

No caso da Jtekt, que mantém produção em São José dos Pinhais, PR, o gerente financeiro Ricardo Rodrigues disse que observa oportunidades em possível cenário de nacionalização de componentes nos próximos anos. Segundo ele as montadoras, principal destino da sua produção no Paraná, devem apostar mais no conteúdo nacional, sobretudo naquele com maior índice de inovação:

 

“Há também interesse nos benefícios fiscais e em como eles podem tornar a indústria mais competitiva. Mas as empresas que atendem às montadoras também precisam acompanhar as tendências, pensar no que elas eventualmente podem passar a produzir no Brasil. Nesse sentido o Rota 2030 é importante para garantir recursos em novos projetos”.

 

A empresa fabrica sistemas de direção em jornada de três turnos, com quadro formado por 530 funcionários. Dentre os seus principais clientes estão Volkswagen – vizinha ao terreno da Jetkt em São José dos Pinhais –, Nissan, General Motors e Toyota. A empresa, fundada em 1921 no Japão, opera no Brasil desde 1998.

 

A Litens, por sua vez, mantém produção em Atibaia, SP, de tensionadores e sistemas de sincronismo para motores de automóveis com quadro formado por cem funcionários. A companhia integra a cadeia de fornecedores da Honda, de quem recebeu, em maio, prêmio de melhor fornecedor.

 

O Rota 2030 foi transformado em lei em dezembro, e o ritmo das adesões das empresas ao programa é considerado lento – alguns pontos do texto, sobretudo aqueles referentes às contrapartidas, não estariam claros para as empresas do setor automotivo. De fabricantes de veículos ainda não estão habilitadas Audi, BMW, Caoa, DAF, Ford, Honda, HPE, Hyundai, Jaguar Land Rover, Nissan, Toyota e Volkswagen Caminhões e Ônibus, segundo o Ministério da Economia. Mas todas elas já firmaram registro de compromisso, de acordo com informações disponíveis no portal do ministério.

 

De todo modo o governo federal segue recebendo pedidos de cadastro de projetos dedicados ao setor. Estes passam pelo crivo de um conselho gestor formado por gente da indústria, do governo e de entidades financeiras. O grupo se reuniu pela primeira vez em março, em Brasília, DF.

 

Foto: Divulgação.