Internet 4G ganha força nos automóveis

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São Paulo -- A conectividade ganha força no mercado de automóveis com a entrada das grandes operadoras de telecom na concorrência. No mês passado a General Motors apresentou o novo Chevrolet Cruze, primeiro veículo local que tem opção de rede 4G nativa fornecida pela Claro na sua versão topo de linha, a Premier. A Vivo, por sua vez, deverá ir mais além com o Vivocar, serviço de conexão à internet que será lançando no País até o fim do mês e que é compatível com veículos de qualquer marca.

 

O 4G no automóvel é novidade por aqui, mas é possível notar o potencial do negócio pelo menos no sentido de transformar a conectividade de um serviço de nicho para algo com escala. A GM colocou internet nativa também na nova geração do Onix, veículo mais vendido do Brasil. Caso repita o desempenho comercial da geração anterior, pode levar a reboque a aplicação da rede 4G e ajudar a tecnologia a se popularizar onde ainda não é conhecida.

 

Carlos Zarlenga, presidente da General Motors, mostrou durante o lançamento que a empresa trabalha de certa forma com essa possibilidade ao dizer que "o consumidor do Onix acostumou-se com as inovações e itens de conectividade e não abrirá mão disso".

 

O serviço de conexão que a Vivo lançará tem tamanho suficiente para poder complementar a ofensiva da internet dentro dos automóveis que atendem às demandas da base do consumo. Isso porque, neste caso, a conexão se dá por meio de um aparelho que contém chip de rede 4G, o qual pode ser instalado em qualquer veículo com entrada OBD2 -- aquela por onde reparadores acessam dados de bordo --, o que aumenta de forma significativa o tamanho do mercado a ser explorado.

 

O modelo hoje é comum em veículos comerciais rastreados por sistemas de gestão de frota, mas, neste caso, a Vivo pretende explorar o segmento de automóveis, ou B2C, como disse Rodrigo Gruner, seu diretor de serviços digitais e inovação: "É uma tendência na área automotiva ter coisas mais conectadas. Na nossa visão o carro é a primeira etapa dessa evolução porque ele é uma extensão natural das nossas vidas e das nossas casas".

 

A operadora aguarda o lançamento oficial do serviço para divulgar mais pormenores a seu respeito. Mas o que se sabe, por ora, é que existe a possibilidade de que seja vendido também na rede da operadora, disse Gruner, sem citar outros canais.

 

A Vivo tem hoje 1,6 mil lojas, dentre próprias e de revendedores, e 12 mil pontos de vendas espalhados por 3,1 mil cidades, e essa capilaridade pode ser outro trunfo para que a tecnologia 4G ganhe escala. Segundo Gruner, da Vivo, são três os públicos do Vivocar: "Famílias que já compartilham internet dentro do carro com roteador de celular, pessoas que gostam de carro, os car lovers, que querem ter informações sobre seu veículo no celular, e um terceiro grupo, motoristas de taxi ou de aplicativos, que querem prestar um serviço melhor para seus passageiros".

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.