VWCO presume tendência de U no mercado de caminhões

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Resende, RJ – Uma tendência já verificada nos mercados europeus de caminhões começa a ser identificada pela Volkswagen Caminhões e Ônibus no Brasil: a concentração de vendas nos segmentos leve e pesado. Foi classificada, pelo seu gerente executivo de marketing, Luciano Cafure, como U por apresentar um pico em uma ponta, os leves, e um pico em outra ponta, a dos extrapesados, com os demais segmentos – médios, semipesados, pesados – de menos volume.

 

É provocada pela própria característica territorial do País: os modelos extrapesados escoam a produção do agronegócio e da indústria, com cargas pesadas, enquanto a distribuição nas grandes cidades, com restrições cada vez maior para a circulação de caminhões, fica sob a responsabilidade dos modelos leves.

 

Atualmente, no entanto, ainda não há essa concentração. De janeiro a agosto, segundo a Anfavea, foram vendidos 65,1 mil caminhões, dos quais 33,5 mil pesados e extrapesados e 7,3 mil leves – a metade do volume dos semipesados, por exemplo. Cafure afirmou que, no futuro, com a recuperação da economia, o segmento leve terá volumes maiores.

 

Para 2019 sua projeção de vendas é ousada: de 100 mil a 105 mil caminhões: “Mantendo o ritmo dos últimos meses é possível chegar a esse volume”.

 

Cafure é ainda mais otimista com relação ao futuro: crê que em dois anos o mercado alcance 150 mil caminhões, patamar considerado por ele o normal para o Brasil: “As reformas estão vindo, as obras de infraestrutura estão para sair do papel, temos taxa de juros baixa, inflação controlada. O trem começou a andar novamente no trilho. Pelo tamanho do Brasil e o potencial do País acredito em um mercado de 150 mil unidades por ano, um pouco mais, um pouco menos”.

 

A Fenatran, para ele, será um termômetro importante para os meses seguintes: “Estamos muito confiantes e otimistas com a feira”.

 

Foto: Divulgação.