Bem posicionada, Renault busca a lucratividade

Imagem ilustrativa da notícia: Bem posicionada, Renault busca a lucratividade
Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

CompartilheEmpresa
04/03/2020

Foz do Iguaçu, PR – Ano a ano desde 2010 a Renault amplia a sua participação no mercado brasileiro. No ano passado chegou a 9%, suficiente para garantir a quarta posição no ranking de automóveis e comerciais leves. Para o presidente Ricardo Gondo o trabalho nos próximos anos será manter esse índice para que a meta, de 10% até 2022, seja considerada atingida.

 

“Mesmo que fechemos 2020 com 9,5%, 9,7%, podemos considerar o objetivo alcançado. A marca está bem posicionada no mercado e seguiremos ganhando participação pouco a pouco, pois vem dando certo. Agora nosso tema é a rentabilidade: precisamos lucrar aqui para seguir investindo.”

 

Embora a Renault não divulgue seus resultados por região o Brasil segue com o desafio de lucrar. O ciclo local de investimento de R$ 3,2 bilhões se encerrou com o lançamento da nova geração do Duster. Há ainda outros planos mantidos escondido por detrás do biombo corporativo, como uma linha de motores turbo e a atualização de outros modelos, que deverão ser contemplados no próximo ciclo de investimentos – que, segundo Gondo, ainda não está definido e demandará esforços.

 

“Estamos negociando. Será algo mais para o segundo semestre.”

 

Para a segunda metade do ano a Renault trará a nova geração do elétrico Zoe, mantendo seu plano de se colocar como vanguardista dentre os produtores de veículos elétricos no Brasil – é a líder em vendas, com mais de cem unidades comercializadas no ano passado e com mais de trezentos veículos circulando no País.

 

Possíveis interrupções na produção paranaense decorrentes da epidemia do coronavírus não estão, por enquanto, identificadas pela Renault. Gondo disse que a equipe de logística monitora a situação 24 horas por dia e não há peças importadas diretamente pela montadora das fábricas afetadas na China -- “Mas dos nossos fornecedores sim. O monitoramento está nos tier 2 e 3”.

 

Foto: André Barros.