Exportação puxa crescimento da Tupy

Imagem ilustrativa da notícia: Exportação puxa crescimento da Tupy
Foto Jornalista  Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

CompartilheBalanço
04/03/2020

São Paulo – A Tupy registrou novo recorde de lucro líquido no ano passado, com R$ 278,9 milhões, alta de 2,7% na comparação com 2018, de acordo com balanço financeiro divulgado. O Ebitda avançou 3,4% na mesma base de comparação, somando R$ 700,1 milhões, e a receita total cresceu 6,9%, somando R$ 5,1 bilhões.

 

Fernando de Rizzo, CEO da companhia, disse que alguns fatores foram essenciais para que a Tupy crescesse em 2019: a oferta de produtos com maior valor agregado, graças ao desenvolvido de novas ligas de aço fundido, e a grande carteira de clientes internacionais: “A demanda no Brasil foi boa em 2019, mas as exportações representaram a maior fatia dos nossos negócios ao longo do ano”.

 

Segundo o CEO, 70% da produção nacional das duas fábricas que a companhia mantém no País, em Mauá, SP, e em Joinville, SC, e que operaram em três turnos ao longo do ano passado, foram dedicadas às exportações e o impacto na receita foi ainda maior – 84% da receita da Tupy foi conquistada graças as vendas externas somadas de Brasil e México.

 

Imagem ilustrativa da notícia: Exportação puxa crescimento da Tupy

 

O executivo considerou a grande carteira internacional de clientes da empresa e os diversos segmentos de atuação como uma fortaleza, porque quando um segmento não vai tão bem, a Tupy desfruta da alta em outras áreas: “O mesmo acontece com as vendas externas, hoje exportamos para 40 países e isso nos ajuda a crescer, até porque quando um mercado não vai tão bem, nós compensamos aumentando volume para outras regiões e, com isso, mantemos o ritmo de produção no Brasil”.

 

Dentre os segmentos globais de atuação da companhia, De Rizzo citou alguns relevantes: máquinas agrícolas, construção civil, infraestrutura, mineração, caminhões e energia. “Tudo que está relacionado a investimentos atinge os nossos negócios positivamente. Enquanto os países que atuamos estiverem em expansão, continuaremos com a nossa curva de crescimento”.

 

Atualmente, os países do Nafta respondem pelo maior volume de exportação da Tupy, cerca de 64%, seguido pela América do Sul, 18%, Europa, 13%. O restante é consumido por países da Ásia e da África.

 

Para 2020 ano a Tupy possui expectativas positivas, mesmo que existam dúvidas com relação ao crescimento global. Mas, segundo o CEO, é provável que isso aconteça e, com o mundo crescendo, a companhia também terá mais um ano de resultados positivos. “Alguns setores, em alguns países, têm chances maiores de crescimento e, com esse cenário, vamos ajustando nossa produção por aqui”.

 

Ao longo do ano a companhia quer progredir na cadeia de produção de motores e componentes, pois com a aquisição da Teksid aumentou sua capacidade de fundição. A próxima fase é a usinagem e a montagem de componentes: “Nessas duas áreas nós temos grande potencial de crescimento, até porque existe uma tendência natural das montadoras passarem esse tipo de trabalho para fornecedores qualificados, como a Tupy”.

 

Fotos: Divulgação.