Campanha de varejo movimenta Rede Jeep durante pandemia

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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29/04/2020

São Paulo – Cerca de 60% das duzentas concessionárias Jeep do País estão com as portas dos showrooms fechadas, atendendo a decretos municipais e estaduais. Nas cidades que permitem o funcionamento a visitação é próxima a zero. O que não significa que os vendedores estejam parados e que não há negócios fechados: os volumes caíram bastante, é verdade, mas o trabalho das equipes de vendas permanece elevado.

 

A Jeep foi uma das primeiras a anunciar campanha de varejo agressiva durante a pandemia: prometeu pagar as parcelas do Renegade e Compass, seus modelos produzidos em Goiana, PE, até o ano que vem. As condições seguem até 5 de maio – mas já há pedido da rede para que sejam prorrogadas.

 

“Pretendemos continuar”, disse o diretor de vendas Everton Kurdejak. “Não há confirmação da manutenção, mas quando o pedido vem da ponta da cadeia é sinal de que continuar é um bom caminho.”

 

Mais do que apenas vendas a campanha atraiu clientes. Segundo Kurdejak a geração de leads, como as empresas chamam os clientes que preenchem e enviam cadastro em sites, ficou acima dos níveis pré-crise: “Em um dia registramos mais de 310 mil acessos no site da promoção”.

 

Os vendedores então trataram de correr atrás destes clientes que registraram – o pensamento era: se alguém preencheu um cadastro com o seu CPF durante uma pandemia é sinal de que existe o interesse. Com isso a Jeep subiu o nível de resposta: antes da crise 65% dos cadastros eram contatados. O índice subiu para 99%.

 

Os contatos em até 1 hora após o preenchimento do cadastro subiram de 30% a 35% para 80%. E em até 10 minutos, que não chegava a 2%, agora representam 60% das respostas.

 

Nem tudo significa negócio fechado, mas a estratégia e a força de vontade dos vendedores ajudaram a suavizar a queda das vendas da empresa. Sem falar da marca especificamente a diretora de operações comerciais da marca Jeep, Tania Silvestri, contou que o mercado cairá de 70% a 80% em abril, primeiro mês cheio do isolamento decorrente da pandemia de covid-19.

 

Com a fábrica de Goiana – que na terça-feira, 28, completou cinco anos – sem produzir os estoques não cresceram muito, mas também não reduziram a ponto de ter a rede desabastecida.

 

Seguem confirmados, porém de alguma forma postergados, os investimentos e desenvolvimento de novos produtos Jeep. Silvestri garantiu que no ano que vem chega o SUV de sete lugares e no ano seguinte o outro SUV nacional: “Devem atrasar três, quatro meses, mas não houve alteração no ano de lançamento”.

 

Esses atrasos, segundo ela, decorrem da própria parada no desenvolvimento pelo fato de a engenharia estar em casa, sem ir à fábrica, e de fornecedores.

 

Quanto à queda no mercado a executiva estimou queda de 35% a 40% nas vendas deste ano, em sintonia com o presidente da FCA América Latina, Antonio Filosa. As vendas ficarão, portanto, na casa de 1,8 milhão a 2 milhões de unidades: “Nosso trabalho agora é adequar a operação a este novo tamanho de mercado”.

 

Foto: Divulgação.