Venda de importados cai 75% e Abeifa pede ajuda ao governo

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Por Redação AutoData

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05/05/2020

São Paulo - As empresas importadoras de veículos venderam 750 unidades no mês passado, queda de 74,6% com relação a abril de 2019 e retração de 64,1% contra março, segundo a Abeifa, que representa quinze marcas. Diante desses números a entidade teme pela desestruturação de sua rede de concessionários, segundo João Henrique Oliveira, seu presidente: 

 

"O cenário de nosso setor, nos últimos dois meses, nos mostra que corremos sério risco. Por isso no último 17 de abril protocolamos junto à Secretaria Geral de Presidência da República ofício por meio do qual solicitamos medidas emergenciais em favor do setor".

 

Ele teme que nos próximos meses as atividades das redes, que contam com 450 pontos e geram 17,5 mil postos de trabalho, sejam totalmente paralisadas, como a venda de veículos novos e usados, peças e serviços de pós-vendas.

 

As medidas emergenciais solicitadas pelo setor contemplam a redução do imposto de importação, dos atuais 35% para 20%, e redução do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados. A Abeifa também pede acesso rápido a linhas de crédito do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para o capital de giro das empresas, rede e fornecedores, e a suspensão de pagamentos de tributos federais por, no mínimo, 120 dias.

 

Em março as vendas já foram impactadas, parcialmente, pelo fechamento das concessionárias e pelo isolamento social promovido em diversos estados, que se estendeu durante todo o mês de abril. Com isso, o resultado no primeiro quadrimestre do ano foi 24,2% menor do que o do ano passado, somando 7,9 mil licenciamentos. A escalada do dólar é mais um problema enfrentado pelo segmento e que dificulta as vendas. 

 

Vendas por marca - A Volvo vendeu 208 unidades, a única a superar a casa das duzentas unidades, e liderou o ranking por marca. A Kia ficou em segundo lugar com 133 licenciamentos e a BMW aparece na terceira posição com 112. As vendas das outras doze marcas afiliadas à Abeifa ficaram em dois dígitos.  
 

 

Foto: Divulgação.