Abeifa pede redução de imposto para veículos importados

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Foto Jornalista Marcos Rozen

Por Marcos Rozen

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27/03/2020

São Paulo – A Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, apresentou ao governo federal pedido para que a alíquota do imposto de importação para veículos seja reduzida dos atuais 35% para 20%.

 

João Oliveira, novo presidente da associação – ele assumiu há cerca de quinze dias, sucedendo a José Luiz Gandini –, justificou o pedido afirmando que “o dólar deve permanecer na faixa de R$ 5 pelo menos no curto prazo. É um câmbio muito severo para as nossas empresas associadas e torna inviável o modelo de operação das importadoras”.

 

Esse quadro, naturalmente, se soma às consequências de fechamento forçado de concessionárias pela pandemia do novo coronavírus.

 

A Abeifa representa atualmente quinze empresas: BMW, BYD, Caoa Chery, Ferrari, Jac Motors, Jaguar, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Maserati, Mini, Porsche, Rolls Royce, Suzuki e Volvo.

 

O pedido, segundo Oliveira, foi entregue ao ministro da Economia, Paulo Guedes: “O segmento de importados não pode ser esquecido dentro de um conjunto de medidas que o governo certamente tomará para o setor automotivo.” Para ele a redução do imposto, mesmo que ocorra de forma temporária, “auxiliará para que possamos continuar operando”.

 

Ainda de acordo com o novo presidente da Abeifa o pedido relativo à redução do imposto de importação foi iniciativa exclusiva da associação, mas outros pleitos foram encaminhados ao governo federal em conjunto com a Anfavea e a Fenabrave, como extensão de prazos de pagamento de obrigações tributárias e criação de linhas de crédito especiais para aliviar o fluxo de caixa das empresas.

 

Pelos cálculos de Oliveira as associadas à Abeifa dispõem de cerca de quatrocentas concessionárias e, no momento, seu cenário é de incerteza: “Quase que só a metade das oficinas está funcionando, e de portas fechadas, sem contato com os clientes, buscando e devolvendo os veículos que necessitam de algum tipo de serviço”.

 

De acordo com ele há casos em que determinações estaduais e municipais entram em conflito, algumas permitindo e outras vetando o funcionamento.

 

Já as operações nos portos, como chegada e desembaraço de veículos importados, estão funcionando normalmente, ainda que com restrições à circulação de funcionários e pessoas.

 

Em janeiro a Abeifa divulgou suas projeções para o ano em cenário que, na média, apontava vendas de 42,5 mil unidades importados em 2020, o que significaria aproximadamente 22% de crescimento ante 2019, 34,6 mil. Agora essa projeção já está definitivamente desatualizada, ainda que não exista uma nova: “Diante do cenário não conseguimos fazer um novo cálculo, mas é certo que o total será menor do que no ano passado. Só não sabemos ainda o quanto”.

 

Foto: Divulgação.