Aplicativo de combate à covid-19 da FCA agrada a matriz

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Foto Jornalista  Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

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09/06/2020

São Paulo – Uma solução aplicada pela FCA em suas fábricas brasileiras no retorno à produção após a paralisação promovida pela pandemia de covid-19 foi replicada em outras operações ao redor do mundo. O aplicativo Saúde Covid-19, desenvolvido pela equipe de Betim, MG, foi exportado após seu resultado final ter agradado à direção da matriz. Já está sendo usado na América do Norte e está em fase final de testes nas operações europeias.

 

“Começará a ser usado na Europa em breve”, disse Neylor Bastos, gerente de saúde e segurança do trabalho da FCA América Latina. Oito unidades no Brasil e na Argentina adotaram o aplicativo, com versões em português e espanhol.

 

Todos os funcionários, incluindo os que ainda estão em trabalho remoto, devem acessar a plataforma diariamente e responder a uma série de questões relacionadas a possíveis sintomas da doença. Dependendo das respostas, são orientados a permanecer em casa e aguardar o contato telefônico da equipe médica, que fará o monitoramento e informará os cuidados necessários.

 

O aplicativo começou a ser usado, oficialmente, uma semana antes da volta à produção nas fábricas da FCA no Brasil. Sua implantação demandou um grande trabalho de comunicação interna para conscientizar e incentivar o uso do aplicativo diariamente: "Os colaboradores aderiram ao uso e viram que realmente funciona, que a equipe médica faz contato com quem precisa e monitora os casos. Isso gerou mais confiança na plataforma". 

 

Segundo Bastos perguntas como se o trabalhador teve contato com uma pessoa suspeita de contágio, mora com alguém que teve a doença ou pode estar contaminado e se viajou para alguma região de risco nos últimos catorze dias também fazem parte do questionário do aplicativo. "Mesmo que ele não tenha nenhum sintoma, mas responda positivamente para uma dessas questões, a recomendação também será ficar em casa e aguardar o contato dos médicos". 

 

Os funcionários que estão aptos para trabalhar recebem um código quando terminam de responder às questões do aplicativo, que funciona como uma autorização para entrar na fábrica. Para fazer o controle dessa imagem diária a empresa criou o Capitão da Saúde, cargo assumido pelo primeiro funcionário que pega o fretado para trabalhar:

 

"O Capitão da Saúde é o responsável por verificar se todos que acessaram o ônibus estão com a autorização em dia. Ele também monitora o distanciamento dentro do veículo, o uso de máscaras e do álcool gel e controla a saída dos funcionários para entrar na fábrica, evitando aglomerações".

 

Outra tecnologia adotada pela FCA e considerada fora dos padrões usados pela indústria durante a retomada foi o uso de câmeras termográficas na portaria de todas as fábricas: o sistema dispensa a presença de alguém para medir a temperatura de quem entra e também evita possíveis aglomerações. Quando o equipamento detecta um funcionário com temperatura corporal acima de 37,5º um sinal sonoro e visual é emitido e o colaborador é encaminhado para o ambulatório. 

 

Foto: Divulgação.