São Paulo – Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, evitou estimar um índice para a queda do mercado de caminhões em 2020, que interrompe o processo de recuperação da crise desta década. O sempre otimista executivo, que integra, também, o board do Grupo Traton, afirmou, porém, que não será tão acentuada quanto a projetada pela Anfavea – 39%, para 75 mil unidades.
“Podemos constatar que não será queda dessa magnitude. Os resultados de maio, junho, julho e de agosto estão acima do esperado”, disse na terça-feira, 1º, durante entrevista virtual no lançamento dos caminhões extrapesados Volkswagen. “Acreditamos que a recuperação será mais acelerada. Mas é muito difícil cravar um número, um índice, tanto para 2020 como para 2021.”
Até julho as vendas de caminhões recuaram 15% na comparação com o mesmo período de 2019, para 47,4 mil unidades. O agronegócio, especialmente, segue puxando a demanda do setor que, em alguns casos, tem descompasso da oferta com a demanda – por causa do tempo em que as fábricas ficaram paradas, no início da pandemia, os pedidos foram se acumulando.
Para alcançar a projeção da Anfavea, 75 mil unidades, o setor precisa negociar 27,6 mil caminhões de agosto a dezembro, cinco meses – média de 5,5 mil unidades/mês. Só em julho foram licenciados 9,5 mil caminhões, volume superior, inclusive, ao de julho de 2019.
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