São Paulo – A Adefa, associação que representa as montadoras na Argentina, fechou acordo com o governo local para tentar garantir a previsibilidade da produção local, de suas exportações e para liberar importações. Segundo comunicado divulgado na noite da terça-feira, 1º, daqui até o fim do ano poderão ser importados 96 mil veículos, apenas pelas empresas que mantêm fábrica naquele país – com as importadoras segue negociação em paralelo.
Este volume usa como base um mercado doméstico projetado de 290 mil unidades. Diz a nota da entidade: “Continuaremos monitorando com o governo e a cadeia o nível da demanda, de modo que possamos tomar as medidas pertinentes que nos permitam ajustar este nível às demandas futuras”.
O volume parece ser suficiente: segundo dados da Adefa de janeiro a julho foram vendidos 145,6 mil veículos à rede concessionária local, dos quais 100,3 mil importados. Naquele mercado as importações são majoritárias, sobretudo de modelos produzidos no Brasil.
Segundo a Adefa, como contrapartida, as montadoras se comprometeram a elevar a produção nacional em 20 mil unidades no ano, das quais 15 mil serão exportadas. A produção mínima do ano, portanto, será de 250 mil unidades pelo acordo com o governo.
Assim a entidade estima que a balança comercial fechará 2020 com superávit de US$ 1,8 bilhão.
De acordo com o Autoblog, parceiro editorial da Agência AutoData na Argentina, as importações de automóveis seguem bloqueadas há três meses e há veículos parados nas alfândegas. O acordo pretende, portanto, garantir a previsibilidade e derrubar esses entraves.
Carlos Zarlenga, presidente da General Motors da América do Sul, disse não tratar-se de cotas. Segundo ele, caso necessário, as empresas poderão importar mais – o número, 96 mil, foi coletado com as próprias fabricantes diante de suas projeções para o mercado.
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